6P e Chimera Capital estruturam FIDC de R$ 350 milhões para dar crédito a condomínios
É o terceiro fundo da dupla em menos de três anos, depois de veículos de R$ 50 milhões em 2024 e R$ 150 milhões em 2025.

Sede da 6P Condo (Foto: Divulgação/6P Condo)
A fintech 6P e a gestora Chimera Capital estruturaram um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 350 milhões para conceder crédito a condomínios. A operação foi divulgada pelo Broadcast nesta quinta-feira (8).
É o terceiro veículo da dupla em menos de três anos. Os anteriores somaram R$ 50 milhões, em 2024, e R$ 150 milhões, em 2025.
A 6P atua em três frentes: antecipação da arrecadação mensal do condomínio, compra do estoque de dívidas atrasadas e financiamento de obras. Nessas operações, a empresa fica responsável pela cobrança dos boletos vencidos de moradores inadimplentes, com várias etapas automatizadas por inteligência artificial no processamento dos boletos e no acompanhamento de pagamentos e ações judiciais.
Criada em 2022 em Ribeirão Preto (SP), a 6P atende hoje 850 condomínios em 90 cidades e transferiu a sede para a capital paulista. Segundo a empresa, o país tem entre 800 mil e 1 milhão de condomínios, que movimentam de R$ 130 bilhões a R$ 150 bilhões por ano em taxas, e menos de 5% deles usam serviços financeiros estruturados ou de antecipação.
“Esse mercado é muito grande e desassistido pelo mercado financeiro”
Matheus Garcia Pelegrina, sócio e diretor financeiro da 6P
“Esse mercado é muito grande e desassistido pelo mercado financeiro”, afirmou Matheus Garcia Pelegrina, sócio e diretor financeiro da 6P. “O mercado é um mar azul”, disse Luiz Aita, sócio da Chimera Capital. Para ele, a dívida de taxa condominial é um ativo atraente porque tem o próprio imóvel como garantia: “O condomínio tem prioridade para utilizar a garantia do próprio apartamento inadimplente”.
As empresas veem demanda para novos FIDCs e para chegar a bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. “Tem bastante gente olhando e tentando navegar nesse mercado”, disse Frederico Ivo, presidente e cofundador da 6P. No meio do ano, a Cerus, fintech de Fortaleza, estruturou um FIDC de R$ 300 milhões para o setor, e o BTG Pactual é sócio desde 2022 da LLZ, empresa de antecipação e recuperação de crédito para condomínios.
Por que importa. Um nicho que quase ninguém atende virou três FIDCs em três anos. Fintech de crédito que acha um ativo com boa garantia e pouca concorrência consegue funding de gestora e escala rápido.
Fonte: Estadão/Broadcast. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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