88i, que embute seguro em apps e fintechs, chega a 40 milhões de apólices e mira R$ 1 bilhão de faturamento em três anos
Insurtech nascida no sandbox da Susep faturou R$ 43 milhões em 2025, quase o dobro do ano anterior, vende proteção por quilômetro, entrega ou diária e diz que 80% dos clientes nunca tinham contratado seguro

Divulgação/88i
A 88i Seguradora Digital atingiu 40 milhões de apólices emitidas e 10,5 milhões de clientes desde que começou a operar no sandbox regulatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep), segundo reportagem da Revista Cobertura publicada na quarta-feira (15). Em março deste ano, a insurtech recebeu autorização definitiva para atuar como seguradora no segmento S4 em todo o país, sem os limites de volume de riscos e de importância segurada do ambiente experimental.
O modelo da 88i é de seguro embarcado, distribuído no formato B2B e B2B2C: a proteção é integrada à operação de plataformas de delivery, logística, mobilidade, e-commerce e fintechs, e também de pequenas e médias empresas que prestam serviço a essas plataformas. O seguro pode ser oferecido como benefício ao trabalhador ou contratado individualmente dentro do aplicativo, e é cobrado por quilômetro rodado, entrega, rota, diária ou período de atividade.
“Para quem tem uma renda variável, a proteção precisa acompanhar o fluxo de trabalho. Por isso, desenvolvemos produtos que podem ser dimensionados na menor unidade de valor possível, seja uma diária, uma entrega ou um quilômetro rodado”, afirmou Rodrigo Ventura, CEO da 88i. Segundo ele, cerca de 80% dos clientes nunca tinham contratado um seguro antes.
Para entregadores, a cobertura pode proteger a renda em caso de incapacidade temporária por acidente, com até 30 dias de renda calculados pela média móvel do faturamento do último mês, e incluir danos ao veículo, acidentes pessoais e a mercadoria transportada. Segundo Ventura, em algumas operações a oferta de proteção elevou em até 15% a atividade dos trabalhadores, podendo chegar a 20%.
“Para quem tem uma renda variável, a proteção precisa acompanhar o fluxo de trabalho”
Rodrigo Ventura, CEO da 88i
A empresa diz pagar dezenas de milhares de sinistros por mês, com volume crescendo perto de 100% ao ano, em até 24 horas, usando dados de identidade, geolocalização e atividade. Segundo a companhia, 80% das operações são feitas com inteligência artificial.
Em 2025, a 88i faturou R$ 43 milhões, quase o dobro do ano anterior. A meta é chegar a R$ 1 bilhão de faturamento em três anos, e a empresa avalia novos investimentos para financiar a expansão. O próximo passo, segundo Ventura, é ampliar os seguros de baixo tíquete para a vida digital e avançar em modelos paramétricos, em que eventos predefinidos acionam a cobertura automaticamente.
Segundo a Susep, os seguros de danos e pessoas, sem o VGBL, movimentaram R$ 74,8 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, alta nominal de 6,13% sobre o mesmo período de 2025. Pelo IBGE, cerca de 2 milhões de brasileiros trabalham por aplicativo, e 1,8 milhão deles têm as plataformas como única ou principal fonte de renda.
Por que importa. Seguro embutido é receita recorrente que não exige cliente novo: a fintech ou o app que já tem a base de usuários vende a proteção dentro da jornada e fica com parte do prêmio. Com 80% do público da 88i estreando no seguro, o espaço para quem distribuir por API ainda é enorme.
Fonte: Revista Cobertura. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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