A5X, bolsa de derivativos criada por ex-XP, contrata André Passaro, que passou 20 anos na CVM, como diretor regulatório
Ex-superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários da CVM vai ajudar a desenhar produtos da nova bolsa, que prevê começar a operar no início de 2027.

Divulgação/A5X
A A5X, bolsa de derivativos fundada por ex-executivos da XP, anunciou nesta terça-feira (13) a contratação de André Passaro como Chief Regulatory Officer (CRO). Ex-superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Passaro começou na empresa em 8 de outubro, depois de cumprir uma quarentena voluntária de seis meses, informou o InfoMoney.
Passaro entrou na CVM em 2005 e passou mais de duas décadas no regulador. Na A5X, vai apoiar o desenvolvimento de novos mercados e produtos, com a visão regulatória incorporada desde a concepção. A empresa diz que quer fortalecer a inovação no mercado brasileiro de derivativos com padrões de integridade de mercado e proteção ao investidor.
Para Carlos Ferreira, cofundador e CEO da A5X, a experiência de Passaro em regulação e no funcionamento das infraestruturas de mercado vai contribuir para a evolução do mercado de derivativos no país. Em julho, a empresa reorganizou a diretoria: o fundador Karel Luketic passou de diretor financeiro a vice-presidente, e Dinarte Licks, ex-XP e Warren, assumiu como CFO, segundo o Valor.
A A5X comprou da London Stock Exchange Group (LSEG) os sistemas de negociação, de compensação e liquidação e de risco, com contrato de exclusividade de uso no Brasil. A clearing do ABN Amro e quatro formadores de mercado internacionais entraram na sociedade, e a XP se tornou sócia minoritária. A previsão é começar a operar no início de 2027. Segundo a Veja, a bolsa levantou R$ 200 milhões em rodada de investimentos e não descarta entrar no mercado de ações, concorrendo com a B3.
“Quero contribuir para ampliar as possibilidades de uso dos derivativos no Brasil, com inovação apoiada em estruturas sólidas e regras claras para os participantes.”
André Passaro, Chief Regulatory Officer da A5X
Por que importa. Uma bolsa nova precisa de corretoras, plataformas, gestores e ferramentas de risco conectados a ela, e quem chega primeiro vira parceiro de lançamento. Para fintechs de investimento, hedge para empresas e tecnologia de risco, a chegada de uma segunda bolsa de derivativos abre espaço para produtos que hoje não têm onde ser negociados, e cada contrato novo é receita de corretagem, de dados e de software.
Fonte: InfoMoney. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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