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TOKENIZAÇÃO

Anbima entra no grupo de tokenização da CVM, que testa 5 etapas da vida de ativos imobiliários em blockchain

Da emissão à liquidação, o objetivo é ver se a tecnologia corta custos e se as regras do mercado de capitais precisam mudar

Por Redação Mundo das Fintechs · 19/10/2026 · 3 min de leitura
Anbima entra no grupo de tokenização da CVM, que testa 5 etapas da vida de ativos imobiliários em blockchain

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) passou a integrar o Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que estuda, testa e propõe regras para a tokenização de valores mobiliários, informou o Broadcast nesta segunda-feira (19). O foco dos testes são operações com investimentos imobiliários, como emissão, negociação e transferência de ativos.

Entre os objetivos do grupo está entender o ciclo completo de vida de um ativo imobiliário numa infraestrutura blockchain, em cinco etapas: emissão, distribuição, negociação, custódia e liquidação, com ou sem a participação de depositário central ou intermediário. O GTT também vai avaliar a viabilidade técnica, operacional e jurídica da tecnologia de registro distribuído (DLT) e verificar se os sistemas das instituições financeiras conseguem operar entre si.

Para Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima, a tokenização é uma alternativa com custos menores e ganhos de produtividade. “Temos hoje o mercado tradicional funcionando e, agora, uma outra forma de operar. Estamos criando uma alternativa para chegar ao mesmo lugar de maneira mais rápida e barata”, afirmou. Segundo ele, processos que hoje ocupam equipes inteiras nos fundos, como a liquidação e o come-cotas, podem ficar muito mais fluidos com a programação.

Pires disse que a associação testou a tecnologia, aprovou o uso e passou a definir os padrões que considera adequados. Para ele, a criação do grupo pela CVM deixou o caminho mais claro e permite que o mercado concentre recursos e capacidade de programação em iniciativas alinhadas, em vez de investir em testes de resultado incerto.

“Estamos criando uma alternativa para chegar ao mesmo lugar de maneira mais rápida e barata.”

Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima

O presidente da CVM, Otto Lobo, afirmou em nota que a tokenização já está transformando a infraestrutura do mercado de capitais e que o programa-piloto DLT CVM é um passo para a autarquia compreender, na prática, as oportunidades, os desafios e os riscos da tecnologia. Os testes devem ajudar a CVM a identificar riscos e lacunas e decidir se precisa alterar as regras atuais.

Por que importa. Liquidação, come-cotas e conciliação de fundos ainda consomem equipes inteiras dentro das instituições. A fintech que oferecer a emissão e a gestão de ativos tokenizados, de recebíveis imobiliários a cotas de fundo, pode cobrar por cada operação que hoje custa caro e passa por vários intermediários.

Fonte: E-Investidor/Estadão (Broadcast). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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