Com a Adyen, Asaas lança maquininha própria e mira R$ 2 bilhões de faturamento em 2027
Asaas Smart chega para a base de 300 mil clientes; adquirência deve somar R$ 237 milhões em TPV em 2026 e mais que dobrar no ano seguinte

Diego e Piero Contezini, cofundadores da Asaas. Foto: Divulgação/Asaas
A fintech catarinense Asaas lançou nesta quarta-feira (14) a Asaas Smart, sua primeira maquininha física, desenvolvida em parceria com a Adyen, segundo o Pipeline, do Valor. Com o terminal, a empresa entra no mercado de adquirência dominado por Stone, PagBank, Itaú e Cielo, onde o BTG também acaba de chegar.
A meta é ajudar a Asaas a superar o primeiro bilhão de faturamento ainda neste ano e dobrar essa cifra em 2027. A maquininha aceita débito, crédito, voucher e multibenefícios, por aproximação, chip, tarja magnética e Pix por QR code, e complementa o Asaas Tap, função que transforma o celular do cliente em maquininha.
A área de adquirência deve representar R$ 237 milhões do volume total de pagamentos (TPV) da Asaas em 2026. A empresa estima que a cifra pode mais que dobrar em 2027, primeiro ano completo dos terminais em operação. A Asaas vai oferecer as máquinas à sua base de 300 mil clientes e integrá-las a antecipação de recebíveis, ERP, emissão de nota fiscal e conta digital.
“A tendência é que a maquininha se torne um negócio maior, porque ela consegue chegar na pontinha do pequeno e médio comerciante do Brasil”, disse Diego Contezini, cofundador e CEO, que criou a empresa em Joinville em 2010 com o irmão Piero. Segundo ele, a Asaas tentou comprar uma adquirente, mas não achou um negócio que complementasse seu ecossistema e decidiu criar o produto do zero.
“Esse é um mercado com um monte de competidores, mas eles são bons em fazer maquininhas e nós somos bons em fazer software.”
Diego Contezini, cofundador e CEO da Asaas
Em junho, a Asaas comprou a Helena CRM por R$ 150 milhões, sua maior aquisição, e no mês passado levantou um FIDC de R$ 300 milhões, o terceiro e maior da empresa. Para 2027, Contezini espera dois M&As por ano. Com aportes de Bond Capital, SoftBank, 23S Capital e Vivo Ventures, a fintech prepara um IPO para o fim da década com a KPMG, contratada há dois anos, no Brasil ou fora.
Por que importa. Por que importa: a maquininha virou porta de entrada para vender tudo o que dá margem ao pequeno lojista, como antecipação de recebíveis, crédito e conta. Quem já tem a base de clientes e o software, como a Asaas, só precisa de um parceiro de infraestrutura como a Adyen para abrir uma nova linha de receita sem fabricar nada. Para quem quer ter uma fintech, a oportunidade está aí: começar pelo software que o lojista usa todo dia e ganhar dinheiro em cima de cada venda que passa pela maquininha.
Fonte: Pipeline (Valor). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- GOVERNANÇA
XP troca conselho: sai Martín Escobari, da General Atlantic, e entra Rodrigo Kede Lima, executivo de IA da Microsoft com mais de 30 anos em tecnologia
Ex-IBM e Totvs, novo conselheiro chega para usar inteligência artificial como diferencial competitivo, diz Guilherme Benchimol

- MARKETING
Agibank assume o patrocínio máster do Santos por 8 jogos no lugar da Novibet, barrada pela MP das bets
Banco volta a patrocinar um clube de futebol depois de mais de oito anos; Novibet pagava R$ 35 milhões fixos em contrato de três temporadas, hoje suspenso

- SEGURANÇA
CrowdStrike revela grupo brasileiro que tirou ao menos 6 segredos da nuvem de uma instituição financeira e montou painel de Pix em massa
Relatório de Caça a Ameaças 2026 descreve o SLIM SPIDER, que invadiu a nuvem de uma instituição no Brasil em março; ataques de eCrime a ambientes de nuvem cresceram 171%

- BOLSA
Agibank sobe 8,9% e é a única das 7 fintechs brasileiras em Nova York a fechar a semana em alta
Inter cai 11,68%, Nu Holdings recua 9,59% e Stone, 9,32%, depois da euforia da semana anterior; Agibank anunciou patrocínio master do Santos nesta sexta

