Audax Capital, de Goiás, mira R$ 3 bilhões em capital de giro até 2027, com prazos de até 60 meses
Casa de crédito do Centro-Oeste foca agronegócio, indústria e logística e disputa com os bancos a empresa que precisa de prazo longo; FIDC da Audax tem a QI Tech como administradora

Pedro Da Matta, CEO e fundador da Audax Capital. Foto: Divulgação/Audax Capital
A Audax Capital, instituição de crédito com origem em Goiás, quer movimentar R$ 3 bilhões em operações de capital de giro até o fim de 2027. A meta foi divulgada pela empresa ao portal Brazil Economy na segunda-feira (19) e repercutida pelo FIDC News na quarta-feira (21).
O plano concentra as operações em três setores: agronegócio, indústria e transporte e logística. As linhas para pessoas jurídicas terão prazos de pagamento de até 60 meses, voltadas a empresas que precisam financiar a operação, ampliar a capacidade produtiva ou reorganizar dívidas. Nesses setores, o ciclo entre investir e receber costuma ser mais longo que o prazo das linhas bancárias convencionais.
O movimento acontece com a Selic em 14% ao ano e o crédito livre para empresas custando, em média, 25,4% ao ano em julho, com as concessões de financiamento empresarial em queda, segundo o FIDC News. É nesse espaço deixado pelos bancos que casas especializadas em crédito privado vêm crescendo.
A Audax opera com um FIDC próprio, o Audax Capital FIDC, que tem a QI Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, do grupo QI Tech, como administradora e a Tercon Investimentos como gestora, segundo os registros públicos do fundo. No site, a empresa diz reunir uma securitizadora e dois FIDCs e já ter originado mais de R$ 10 bilhões, com base em São Luís de Montes Belos (GO) e atuação nacional.
“O capital de giro precisa acompanhar o ciclo da empresa. Quando a estrutura de crédito é adequada à operação, o empresário consegue investir no crescimento sem comprometer o fluxo de caixa.”
Pedro Da Matta, CEO e fundador da Audax Capital
Para o CEO e fundador, Pedro Da Matta, o crescimento da carteira depende de desenhar cada operação de acordo com o caixa do cliente. “Nosso objetivo é compreender a realidade de cada negócio e estruturar soluções que façam sentido para o momento e para os planos de crescimento da empresa”, disse ao Brazil Economy.
Por que importa. Capital de giro de prazo longo é o crédito que o banco grande raciona, e a empresa do agro e da indústria paga caro por ele. Quem origina essa carteira e a financia por FIDC, com uma infraestrutura como a QI Tech cuidando da administração do fundo, ganha o spread sem precisar ser banco: o ativo mais valioso é conhecer o fluxo de caixa do cliente regional melhor que a agência da capital.
Fonte: Brazil Economy e FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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