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B3 vai pedir licença de cripto ao Banco Central até 30 de outubro e lança ações tokenizadas no início de 2027

A bolsa quer autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV), incluindo corretagem e custódia. A negociação 24 horas por dia, 7 dias por semana, ainda depende de mudança na regulação.

Por Redação Mundo das Fintechs · 09/10/2026 · 3 min de leitura
B3 vai pedir licença de cripto ao Banco Central até 30 de outubro e lança ações tokenizadas no início de 2027

Fachada da antiga Bovespa, hoje B3, no centro de São Paulo (Foto: Wilfredor/CC BY-SA 4.0)

A B3 vai pedir ao Banco Central, antes de 30 de outubro, autorização para operar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV), segundo Humberto Costa, diretor da bolsa, em entrevista nesta quinta-feira (8), depois das discussões do Grupo de Trabalho de Tokenização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As informações são da Exame e do BitNotícias.

O dia 30 de outubro é o fim do prazo para que as empresas que já operam com criptoativos façam o primeiro pedido de autorização e possam continuar no mercado. Segundo o BitNotícias, a B3 quer uma licença ampla, que inclua corretagem e custódia de criptoativos. A bolsa já oferece soluções de cripto como serviço (crypto as a service) para participantes do mercado, e a autorização serve tanto para manter esses serviços quanto para os novos projetos de tokenização e de stablecoins.

A B3 também vai lançar no início de 2027 a negociação de ações tokenizadas, registradas em blockchain. O plano é negociar os papéis tokenizados no mesmo livro das ações tradicionais, de forma fungível, com a mesma formação de preço e a mesma liquidez, mantendo a liquidação em dois dias úteis (d+2).

A ambição inicial era seguir o padrão da joint venture entre a DTCC e a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da Bolsa de Nova York, desenhada para operar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para isso no Brasil, porém, é preciso mudar a regulação: “Precisa de uma série de evoluções regulatórias para eu liquidar em ambiente que não seja d+2”, disse Costa à Exame.

“Precisa de uma série de evoluções regulatórias para eu liquidar em ambiente que não seja d+2”

Humberto Costa, diretor da B3, à Exame

A liquidação das ações tokenizadas não será feita com o B3RL, a stablecoin de real da própria B3, segundo o executivo. Costa também afirmou que o Banco Central ainda precisa avançar na regra específica das stablecoins em reais. A bolsa espera que a tokenização ajude a trazer investidores estrangeiros para o mercado brasileiro.

Por que importa. Quando a maior infraestrutura do mercado de capitais do país pede licença de cripto e prepara ações em blockchain, o recado é claro: ativo digital deixou de ser nicho. Para quem tem ou quer ter fintech, abre espaço para oferecer investimento, custódia e tokenização sobre infraestrutura regulada, num mercado que está sendo montado agora.

Fonte: Exame e BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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