Barte já processou transações de mais de 10% dos adultos do país e mira IA para times financeiros
Cofundador da fintech de infraestrutura, Raphael Dyxklay conta que a empresa deu lucro cedo e quer liderar a nova geração de pagamentos, enquanto embarca especialistas nos times dos clientes para automatizar o trabalho do CFO.

Raphael Dyxklay, presidente e cofundador da Barte (Foto: Divulgação, via Startups)
A Barte, fintech de infraestrutura financeira para médias e grandes empresas, já processou transações de mais de 10% dos adultos brasileiros, segundo o presidente e cofundador Raphael Dyxklay. Ele contou a trajetória da empresa em entrevista ao Startups publicada nesta sexta-feira (9).
Dyxklay fundou a Barte há cerca de cinco anos com o sócio Caetano Lacerda. Antes, criou uma primeira empresa e passou por Creditas, Loft e Olist. A formação, porém, é outra: ele fez ao mesmo tempo as graduações de Letras e Literaturas, queria ser escritor e trabalhou como crítico cultural e tradutor. Foi pai aos 18 anos e migrou para a tecnologia, segundo ele, para “ganhar dinheiro mais rápido”.
A empresa começou em pagamentos, mas desde o primeiro ano testava gestão financeira e crédito. Com a chegada da inteligência artificial agêntica, a Barte passou a absorver processos dos times financeiros dos clientes. Como, segundo o executivo, ainda não existe um produto pronto que automatize toda a operação do CFO, a fintech adota o modelo de Forward Deployed Engineer: coloca especialistas dentro das equipes dos clientes e integra sua infraestrutura para unificar dados e automatizar rotinas.
Sobre dinheiro, Dyxklay diz que a Barte atingiu a lucratividade cedo e desde então alterna fases de aceleração, usando caixa para investir, com períodos de rentabilidade. A empresa segue aberta a novas captações e trata o capital de risco como ferramenta estratégica.
“Hoje, a infraestrutura da Barte já processou transações para mais de 10% dos adultos brasileiros”
Raphael Dyxklay, presidente e cofundador da Barte, ao Startups
Para os próximos 12 a 18 meses, a meta é consolidar a liderança em IA para times financeiros e, em infraestrutura de pagamentos, ser a líder da nova geração num setor que o executivo descreve como em consolidação, com altas barreiras de entrada e exigências regulatórias. “Nem eu nem meu sócio temos o perfil de fundadores que se afastam da operação após um eventual IPO”, afirmou.
Por que importa. A Barte mostra que infraestrutura de pagamentos para empresas médias e grandes pode dar lucro cedo e ainda abrir espaço para vender software de IA ao mesmo cliente. Para quem tem ou quer ter fintech, o recado é que quem processa o dinheiro da empresa fica na melhor posição para vender o resto da operação financeira.
Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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