Base DTVM, administradora de FIDCs criada por sócios da Buriti, mira R$ 10 bilhões no primeiro ano
Em operação desde março, a casa já tinha R$ 2 bilhões em cerca de 50 fundos em três meses e incorpora, em média, três fundos por semana

Marcelo Varejão, sócio e diretor da Base DTVM (Foto: Divulgação)
A Base DTVM, administradora fiduciária criada por sócios da gestora Buriti Investimentos, estima fechar 2026 com R$ 10 bilhões sob administração e mais de 100 fundos, segundo o Pipeline Valor nesta quarta-feira (21). A casa obteve a licença em 2024, mas só começou a operar em março deste ano.
Em três meses de operação, a Base já tinha R$ 2 bilhões sob custódia, distribuídos em cerca de 50 fundos. A projeção para o fim do ano considera os fundos migrados nos últimos meses e os contratos em finalização para a transferência de veículos de outras casas.
“Estamos incorporando, em média, três fundos por semana, o que vai nos permitir chegar a um volume que outras instituições levaram três, quatro anos para alcançar”, diz a sócia Giovana Ferme.
A tese parte de um dado do mercado: em 20 anos, o número de fundos no Brasil mais que quintuplicou, enquanto o de administradoras fiduciárias caiu de 159 para 107. Para o sócio Marcelo Varejão, a consolidação não melhorou o serviço. “O mercado cresceu tanto em volume e complexidade que sentimos um distanciamento entre administrador e gestor”, afirma. Varejão passou 15 anos na Singulare, depois montou com sócios as gestoras Buriti e Field e agora deixou as funções executivas na gestão para dirigir a Base.
“Estamos incorporando, em média, três fundos por semana”
Giovana Ferme, sócia da Base DTVM
A administradora atua principalmente com FIDCs, FIPs, Fiagros e fundos imobiliários, pretende entrar em multimercados que investem em outros fundos e não vai disputar o mercado de fundos de ações. A plataforma tem tecnologia própria, com inteligência artificial, comandada pelo sócio Nicolas Takeo. “A meta é que o gestor resolva tudo em um único login na nossa plataforma”, diz ele, citando gestão de riscos, PLD e boletagem.
Além da migração de fundos, que responde pelo maior volume neste primeiro ano, a Base começou a entrar como administradora já na estruturação de veículos novos.
Por que importa. Cada FIDC criado no Brasil precisa de administrador, custodiante e tecnologia, e são poucas casas para muitos fundos. Para quem tem fintech de infraestrutura, a brecha está em vender o serviço básico bem feito, num login só, para gestores que hoje dependem de vários fornecedores.
Fonte: Pipeline Valor. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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