Golpes bancários sobem 35% em 12 meses, metade do ritmo de 2025, aponta BioCatch
Relatório com dados de mais de 370 empresas de 21 países atribui a desaceleração à IA comportamental usada pelos bancos; 9 em cada 10 tentativas acontecem no celular

Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O número de golpes bancários cresceu 35% nos últimos 12 meses, segundo relatório da BioCatch, empresa especializada em prevenção a fraudes e golpes, divulgado pelo Mobile Time nesta sexta-feira (9). A alta é 30 pontos percentuais menor que a registrada no relatório de 2025, quando o crescimento chegou a 65%.
Segundo a empresa, a desaceleração se explica pela adoção de inteligência artificial comportamental pelos bancos, que analisa como o cliente digita, faz pausas e navega no aplicativo para perceber quando ele está sendo manipulado. O estudo usa dados de mais de 370 empresas de 21 países.
Nove em cada dez tentativas de golpe acontecem em smartphones, ante 85% no ano anterior. As fraudes não autorizadas, em que o criminoso age sem a participação da vítima, ocorrem no celular em 75% dos casos.
Os golpes de compra, em que a pessoa paga por um produto ou serviço que nunca recebe, lideram o ranking com 33% dos casos, mas têm o menor prejuízo médio por tentativa. O maior prejuízo médio está nos golpes de investimento: US$ 6,6 mil por caso, cerca de cinco vezes a média dos demais tipos. Os crimes de falsidade ideológica aparecem na sequência entre os mais comuns.
“Os bancos podem usar sinais comportamentais para detectar, em tempo real, que um cliente está sendo coagido ou induzido, e criar intervenções que permitam ao próprio cliente quebrar o encanto do golpista”
Relatório Global de Golpes 2026 da BioCatch
Os golpes de relacionamento desaceleraram, com alta de 23% ante 63% no ano anterior, mas seguem entre os mais longos, podendo durar semanas ou meses. Já os golpes com falsas vagas de emprego, que cobram um pagamento inicial para a vítima começar a trabalhar, cresceram 258%, índice três vezes maior que o de 2025.
Por que importa. Golpe virou custo fixo de todo banco e fintech, e quem resolve esse problema cobra por transação protegida. Uma fintech que vende prevenção a fraude com dados de comportamento no celular, onde acontecem 9 em cada 10 tentativas, tem cliente garantido em cada banco digital, carteira e plataforma de Pix do país.
Fonte: Mobile Time. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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