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PAGAMENTOS

Stablecoin com Pix na ponta leva remessa ao Brasil em 2 minutos e sai 84% mais barata, diz Borderless.xyz

Relatório do 3º trimestre da rede de pagamentos com stablecoin mostra 97,8% das ordens ao Brasil concluídas pelo Pix; remessa de US$ 200 custa mediana de US$ 2, contra US$ 12,72 no modelo tradicional

Por Redação Mundo das Fintechs · 17/10/2026 · 3 min de leitura
Stablecoin com Pix na ponta leva remessa ao Brasil em 2 minutos e sai 84% mais barata, diz Borderless.xyz

Jcornelius/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (feira no Bom Retiro, São Paulo, com placa que aceita Pix)

Remessas internacionais feitas com stablecoins e entregues ao destinatário pelo Pix chegaram ao Brasil em uma mediana de dois minutos no terceiro trimestre de 2026, segundo relatório da Borderless.xyz, rede de pagamentos com stablecoin, divulgado nesta sexta-feira (16). No período, 97,8% das ordens enviadas ao Brasil por essa modalidade foram concluídas. O percentual se refere às operações analisadas pela empresa, e não ao funcionamento geral do Pix.

O custo também caiu. Enviar US$ 200 por uma estrutura com stablecoin custou mediana de 1%, ou US$ 2, contra 6,36%, ou US$ 12,72, na referência do Banco Mundial para remessas tradicionais, uma diferença de cerca de 84%. A comparação, porém, usa os preços da Borderless no terceiro trimestre de 2026 e os dados do Banco Mundial do mesmo período de 2025. Na América Latina, o custo foi de 1,25% com stablecoin, contra 5,64% no modelo tradicional.

Nas operações empresariais, enviar US$ 10.000 para a zona do euro custou US$ 26 no provedor de stablecoin mais barato e US$ 52 na mediana dos provedores. Uma transferência bancária internacional convencional do mesmo valor foi estimada entre US$ 135 e US$ 150, contando tarifas e uma margem cambial presumida de 1%.

No modelo medido, o Pix não movimenta cripto: ele é a última etapa. Uma empresa no exterior envia USDC ou USDT pela blockchain até um parceiro no Brasil, que converte para reais e paga o destinatário pelo Pix. Quem recebe não precisa ter carteira de criptomoedas.

“No Brasil, pagamentos com stablecoin entregues pelo Pix foram liquidados em uma mediana de dois minutos no terceiro trimestre, com 97,8% de conclusão”

Relatório do 3º trimestre da Borderless.xyz

Entre os vizinhos, o SPEI do México liquidou em mediana de três minutos, com 98,6% de conclusão, e o PSE da Colômbia em dois minutos, mas com 79% de conclusão. O SINPE, da Costa Rica, concluiu 73%. Pela rede Swift, as transferências tradicionais costumavam chegar no dia útil seguinte, e as 10% mais lentas levavam três dias úteis.

O avanço acontece enquanto o Banco Central regula o setor: a Resolução BCB nº 521/2025 passou a incluir pagamentos e transferências internacionais com ativos virtuais, inclusive stablecoins como USDT e USDC, entre as operações sujeitas às regras de câmbio.

Por que importa. Remessa internacional ainda é cara para quem recebe dólar no Brasil, e é aí que mora a oportunidade: a ponta brasileira, que converte a stablecoin em reais e entrega pelo Pix, pode cobrar bem menos que o banco e ainda ficar com margem em cada envio. Para uma fintech com licença de câmbio ou de ativos virtuais, atender exportador, freelancer e família que recebe do exterior é um nicho de receita recorrente.

Fonte: Cointelegraph Brasil e BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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