Bull, de credit as a service, põe agentes de IA no consignado privado e corta análise de 45 minutos para 10 segundos
Startup de Juliana Freitas e José Pires Neto, que captou seed de R$ 20 milhões em setembro, já origina cerca de R$ 50 milhões por mês e oferece a empresas e fintechs a estrutura para lançar crédito sem montar a tecnologia.

Divulgação/Bull
A Bull, startup brasileira de credit as a service, que permite a empresas lançar e operar produtos de crédito, está ampliando o uso de inteligência artificial na plataforma para dar escala às operações de crédito consignado privado, informou o FIDC News nesta terça-feira (13). O movimento vem depois da rodada seed de R$ 20 milhões anunciada em 1º de setembro, liderada pela Maya Capital e pela Caravela Capital, com participação da Canary, que havia liderado o pré-seed de R$ 10 milhões em 2025, segundo a Bloomberg Línea e a PEGN.
Os agentes de IA do Bull Agent Orchestrator validam documentos, identificam indícios de fraude, acompanham o status de contratos e conduzem etapas da jornada que antes dependiam de equipes dedicadas. Segundo a empresa, processos que levavam cerca de 45 minutos para ser analisados podem ser concluídos em aproximadamente 10 segundos.
O Bull Core System registra cada decisão e segue as regras do consignado privado. Como a arquitetura é modular, um novo produto de crédito se conecta à base existente, e o parceiro pode lançar uma operação em poucas horas, em vez de passar meses construindo tecnologia. O ecossistema inclui ainda o Bull Credit Engine, que cria modelos a partir dos dados das carteiras operadas, o Bull Management System e plataformas para originadores, investidores e tomadores.
Em menos de um ano, a Bull passou de 2 para mais de 20 clientes, entre eles RecargaPay, NG.Cash, C&A e Pefisa, da Pernambucanas, e a originação saiu de R$ 2 milhões para cerca de R$ 50 milhões por mês, com meta de R$ 1 bilhão até o fim de 2026, segundo a PEGN.
“Nosso objetivo é permitir que instituições financeiras e empresas ampliem sua capacidade de originação sem precisar aumentar suas equipes e seus custos na mesma proporção.”
Juliana Freitas, cofundadora e CEO da Bull
A Bull foi fundada em 2025 por Juliana Freitas, CEO, e José Pires Neto, COO, que antes criaram a FortBrasil, vendida em 2023 à DM, e opera em modelo asset light. Começou pelo consignado privado, mas a infraestrutura foi desenhada para outros produtos financeiros, voltada a empresas com base própria de clientes e capacidade de distribuição. “O consignado privado tem um enorme potencial de crescimento, mas ainda existem gargalos operacionais que dificultam a expansão das empresas”, disse Pires Neto.
Por que importa. O consignado privado é um mercado novo e grande, e quem já tem base de clientes, como varejistas, plataformas de RH e benefícios, pode virar originador de crédito sem montar um banco. Com infraestrutura pronta, a receita está no spread e na distribuição: a fintech que tiver os trabalhadores na mão e plugar crédito em horas sai na frente.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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