Bybit pede licença de SPSAV ao Banco Central e aporta R$ 30 milhões de capital no Brasil
Corretora de Dubai se junta a OKX e Brasil Bitcoin entre as grandes exchanges que já entregaram pedido; prazo para protocolar termina em 30 de outubro

appshunter.io/Unsplash
A Bybit, corretora de criptomoedas sediada em Dubai, protocolou no Banco Central o pedido para se tornar uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV) no Brasil, segundo a EXAME nesta terça-feira (20).
Com o pedido, a empresa se junta à internacional OKX e à nacional Brasil Bitcoin entre as grandes exchanges que já entregaram a documentação ao BC. Pela regulamentação de ativos virtuais publicada pela autoridade monetária no ano passado, só poderá continuar operando com cripto no país quem tiver a licença de SPSAV. O prazo para fazer o pedido termina no dia 30 deste mês; a partir do dia 31, quem não tiver protocolado estará em situação irregular.
Segundo a Bybit, a preparação para o mercado brasileiro incluiu a formação de uma diretoria dedicada ao país, com profissionais de finanças, jurídico, compliance e gestão de riscos. A empresa investiu cerca de R$ 30 milhões para integralizar o capital mínimo regulatório exigido.
Em entrevista anterior à EXAME, o CEO global da corretora, Ben Zhou, disse que, além da autorização para operar com cripto, a Bybit buscaria licenças bancárias no Brasil, podendo se tornar uma instituição financeira no país.
“Vemos a regulação como parte do amadurecimento do setor e como uma base para desenvolver serviços com responsabilidade e transparência”
Bruno Lopes, country manager da Bybit no Brasil
“Vemos a regulação como parte do amadurecimento do setor e como uma base para desenvolver serviços com responsabilidade e transparência”, afirmou em nota Bruno Lopes, country manager da Bybit no Brasil.
Por que importa. A licença de SPSAV separa quem fica de quem sai do mercado cripto brasileiro, e as corretoras que ficam precisam de capital, compliance, custódia, câmbio e conta para os clientes. Para uma fintech, isso abre receita vendendo essa infraestrutura regulada às exchanges, ou ocupando o espaço de quem não protocolar até 30 de outubro.
Fonte: EXAME. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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