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Stablecoins

Cade aprova sem restrições a joint venture de 5 gigantes para a stablecoin Open USD; Itaú e Bradesco estão entre os 200 participantes

Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify criaram a Open Standard, que emite um dólar digital pela Bridge; moeda começa pelos Estados Unidos e ainda não tem previsão para o Brasil

Por Redação Mundo das Fintechs · 15/10/2026 · 3 min de leitura
Cade aprova sem restrições a joint venture de 5 gigantes para a stablecoin Open USD; Itaú e Bradesco estão entre os 200 participantes

Foto: CardMapr.nl/Unsplash

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a criação da Open Standard, joint venture formada por Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify para emitir a Open USD (OUSD), uma stablecoin atrelada ao dólar. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (14), segundo a Exame e o BitNotícias, menos de duas semanas depois de o pedido ser publicado no Diário Oficial da União, em 1º de outubro.

A análise correu no Ato de Concentração nº 08700.009379/2026-85, apresentado por Stripe LLC, Visa Frontier Holdings LLC, Mastercard Investment Holdings, Coinbase Global Inc. e Shopify Holdings (USA) 2 Inc. O Cade concluiu que não há sobreposição horizontal entre as empresas no Brasil, porque a participação das cinco fundadoras na emissão local de stablecoins é zero, e por isso não impôs condições.

A aprovação concorrencial não libera a venda da moeda no país. Segundo o formulário enviado ao Cade, a Open USD será lançada a partir dos Estados Unidos e, neste momento, não será disponibilizada no Brasil. Qualquer oferta local depende das regras do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais, definidas nas Resoluções BCB 519, 520 e 521.

A Open USD começou a operar em 30 de setembro, com paridade de 1 para 1 com o dólar, nas redes Ethereum, Solana, Base e Tempo. A emissão é feita pela Bridge, empresa de infraestrutura comprada pela Stripe, e as reservas ficam em estruturas que envolvem BlackRock, Lead Bank e BNY, com relatórios mensais de atestação. Empresas participantes poderão emitir e resgatar OUSD sem taxa de criação ou destruição de tokens.

“Uma vez que a Open USD esteja disponível aos clientes, espera-se que cada uma das requerentes participe da OS como distribuidora da Open USD, disponibilizando-a a seus clientes por meio de seus próprios produtos e plataformas.”

Trecho do parecer do Cade, citado pela Exame

O modelo de negócio prevê dividir o resultado com quem distribuir a moeda: parceiros que ampliarem a circulação da stablecoin poderão receber recompensas proporcionais à atividade gerada e até participação acionária na Open Standard. Segundo a companhia, mais de 200 instituições já aderiram, entre elas os brasileiros Itaú e Bradesco, além de BlackRock, Standard Chartered, Mercado Pago e Google, que não fazem parte do grupo de fundadoras.

As cinco sócias disseram ao Cade que não vão abandonar stablecoins de terceiros. A Stripe continuará distribuindo USDC, da Circle, e USDP, da Paxos; Visa e Mastercard seguem liquidando transações com USDC, e a Coinbase mantém o suporte ao USDC em seus produtos.

Por que importa. Na Open USD, quem distribui a moeda ganha parte do resultado e pode virar sócio. Quando o Banco Central abrir espaço para stablecoins de dólar no Brasil, a fintech que já tiver carteira, conta global ou pagamento internacional plugado nesses emissores vai ganhar duas vezes: na tarifa da transação e na recompensa pelo volume que fizer circular.

Fonte: Exame e BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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