Checkout.com se une ao Travelex Bank para levar câmbio mais barato às PMEs, que respondem por 30% do PIB
Parceria liga a infraestrutura global de pagamentos da Checkout.com à operação cambial e regulatória do banco no Brasil, com foco em exportadores menores, SaaS e e-commerce transfronteiriço

A Checkout.com, empresa global de tecnologia de pagamentos, fechou uma parceria estratégica com o Travelex Bank, banco especializado em câmbio no Brasil, para oferecer soluções cambiais a pequenas e médias empresas brasileiras que vendem ou querem vender no exterior. O acordo foi divulgado nesta segunda-feira (19).
A proposta é conectar a infraestrutura global de processamento de pagamentos da Checkout.com à experiência cambial e regulatória do Travelex Bank. O alvo são negócios que esbarram em custos de câmbio elevados, tarifas pouco transparentes e liquidação demorada: comércio eletrônico transfronteiriço, exportadores de serviços, empresas de software como serviço (SaaS) e criadores de conteúdo que recebem em várias moedas.
Segundo dados do Sebrae citados no anúncio, as pequenas e médias empresas respondem por cerca de 30% do PIB brasileiro e por mais de 60% dos empregos formais. A Checkout.com, que tem atuação consolidada com grandes empresas, diz que a iniciativa com o Travelex Bank busca desenvolver produtos cambiais para exportadores de menor porte e negócios em processo de internacionalização, adaptando sua infraestrutura às regras de cada país.
“Existe uma nova geração de empresas brasileiras preparada para competir globalmente, mas muitas ainda enfrentam barreiras financeiras incompatíveis com a velocidade da economia digital. O acesso a soluções cambiais eficientes não deveria ser privilégio apenas das grandes corporações”, afirmou Juarez Borges Filho, general manager da Checkout.com no Brasil.
“O acesso a soluções cambiais eficientes não deveria ser privilégio apenas das grandes corporações.”
Juarez Borges Filho, general manager da Checkout.com no Brasil
Para Ana Tena, CEO do Travelex Bank, a mudança nos modelos de negócio exige outro tipo de estrutura. “Hoje, empresas nascem globais, recebem em múltiplas moedas e operam em diferentes geografias desde os primeiros anos. Isso exige uma infraestrutura financeira muito mais integrada, flexível e inteligente”, disse. As empresas não divulgaram valores, tarifas nem metas de volume da parceria.
O Travelex Bank, descrito como o primeiro banco do país dedicado exclusivamente ao câmbio, está em processo de venda. Em agosto, a americana StoneX anunciou um acordo para comprar o banco, que, segundo a empresa, deve somar com a operação dela um volume de cerca de US$ 6 bilhões por ano e 20 mil clientes. O Cade aprovou a compra sem restrições em setembro, e a conclusão ainda depende do Banco Central, com prazo estimado de até 12 meses.
Por que importa. Câmbio é uma das receitas mais gordas do sistema financeiro, e a PME que exporta serviço ou vende lá fora ainda paga spread de cliente de balcão. Juntar pagamento e câmbio no mesmo fluxo, com um banco licenciado por trás, é um nicho aberto para fintech: quem embutir o câmbio no checkout de SaaS, e-commerce e criadores fica com uma fatia de cada dólar que entra.
Fonte: Money Report; StoneX, Let's Money e Cade (venda do Travelex Bank). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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