Creditas capta R$ 1,4 bilhão em FIDC de crédito automotivo, e 188 fundos compram as cotas no mesmo dia
Oferta do Creditas Auto XII foi registrada e encerrada na CVM nesta quinta-feira (22), coordenada pelo Banco Votorantim e com Daycoval na administração; é três vezes a primeira emissão do fundo, de R$ 450 milhões

Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas. Foto: Divulgação/Creditas
O FIDC Creditas Auto XII, fundo de direitos creditórios da fintech Creditas, registrou e encerrou nesta quinta-feira (22) uma oferta de R$ 1,4 bilhão em cotas, segundo os dados públicos de ofertas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O registro saiu pelo rito automático, voltado a investidores profissionais, e a oferta foi dada como encerrada no mesmo dia.
Foram 1,4 milhão de cotas. Pelos dados da CVM, 188 fundos de investimento ficaram com 1,37 milhão delas, e uma instituição financeira com as outras 30 mil. A distribuição teve bookbuilding, regime misto de colocação e coordenação do Banco Votorantim (BV).
O Banco Daycoval é o administrador, custodiante e escriturador do fundo, e a gestão é da Angá Administração de Recursos. Segundo o registro, as cotas terão classificação de risco da Fitch Ratings. O lastro é pulverizado, ou seja, formado por muitos contratos de crédito pequenos, e os recursos vão para a compra de novos direitos creditórios.
É a segunda oferta registrada pelo mesmo fundo em menos de um ano. Em novembro de 2025, o Creditas Auto XII levantou R$ 450 milhões, com o Daycoval como coordenador líder e 55 fundos entre os compradores. A nova oferta é três vezes maior.
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A captação vem dias depois de a VEF, investidora sueca da fintech, informar que a carteira de crédito da Creditas chegou a US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 26% em um ano, como o Mundo das Fintechs mostrou.
Por que importa. Quem empresta não precisa ter todo o dinheiro no próprio balanço: a Creditas origina o crédito, vende os contratos para um FIDC e o mercado de capitais banca o resto. Com 188 fundos disputando cotas de crédito com garantia, a fintech que tiver originação boa e dados de inadimplência confiáveis acha funding, e quem presta o serviço por trás, de administração, custódia e gestão, ganha a cada fundo novo.
Fonte: CVM (dados abertos de ofertas públicas). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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