Busca de pequenas empresas por crédito sobe 11,4% em 12 meses, e Lina Open X vê no Open Finance a chave da análise
Serasa Experian mostra demanda maior entre micro e pequenas; sistema do BC já conecta 96 milhões de contas e ajudou a gerar R$ 31 bilhões em empréstimos

Alan Mareines, CEO da Lina Open X. Foto: Divulgação/Lina Open X
A procura das empresas brasileiras por crédito cresceu 11,2% nos 12 meses até agosto de 2026, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian. Entre as micro e pequenas empresas, a alta foi de 11,4%, a maior entre os portes analisados. Os números foram reunidos pelo Let's Money nesta sexta-feira (16), em reportagem sobre o papel do Open Finance na análise de crédito.
Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025, a procura avançou 5,3% no conjunto das empresas e 5,7% entre as MPEs. Por setor, a demanda acumulada em 12 meses subiu 17% em Serviços, 16,2% na Agropecuária, 8,4% na Indústria e 6,8% no Comércio. O indicador mede a busca, a partir de CNPJs consultados em processos de concessão, e não significa que os empréstimos foram aprovados.
Segundo o Banco Central, o Open Finance conectava 96 milhões de contas bancárias no fim de 2025 e reunia mais de 154 milhões de autorizações ativas. Naquele ano, o sistema registrou mais de R$ 15 bilhões em pagamentos e transferências, e, entre 2021 e junho de 2025, ajudou a gerar R$ 31 bilhões em empréstimos com base em dados compartilhados.
Desde fevereiro de 2026, o cliente também pode fazer pelo Open Finance a portabilidade de crédito pessoal sem garantia e sem consignação: autoriza o compartilhamento dos dados de uma operação para que outra instituição avalie o contrato e faça nova proposta. Segundo o BC, a jornada pode ser concluída em até três dias úteis.
“O valor do Open Finance não está apenas em permitir o compartilhamento dos dados, mas em transformar essas informações em inteligência”
Murilo Rabusky, diretor de negócios da Lina Open X, ao Let's Money
A Lina Open X, que tem Alan Mareines como CEO, fornece infraestrutura de Open Finance. Para Murilo Rabusky, diretor de negócios da empresa, analisar o crédito com um conjunto mais amplo de informações permite uma visão mais completa de cada negócio e produtos mais aderentes a quem toma o dinheiro. Para o pequeno negócio, disse, isso pode significar uma análise mais próxima da sua operação e menos baseada em informações isoladas.
Por que importa. Por que importa: a pequena empresa quer mais crédito e o banco tradicional ainda a analisa com pouca informação. Quem usa os dados do Open Finance para enxergar recebimentos e pagamentos reais consegue emprestar com menos risco a um público que os grandes deixam de lado, e é aí que a fintech de crédito para MPE ganha margem.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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