Fintechs na bolsaBolsa
Nubank US$ 15,16 +4,51%Inter US$ 7,23 +4,78%PagBank US$ 11,55 +3,82%Stone US$ 11,88 +3,35%XP US$ 31,21 +3,16%Nubank US$ 15,16 +4,51%Inter US$ 7,23 +4,78%PagBank US$ 11,55 +3,82%Stone US$ 11,88 +3,35%XP US$ 31,21 +3,16%
Abra sua fintech
Mundo das Fintechs
Buscar no Mundo das Fintechs
Publicidade
Hub 360

O time tech da sua fintech

Tenha sua plataforma de Banking ou Crédito no ar em semanas. Depois, ela cresce com você: módulo a módulo, ideia a ideia

Começar uma conversa
INFRAESTRUTURA

Crown, da stablecoin BRLV, monta infraestrutura para bancos e fintechs lançarem cartões com stablecoin; R$ 373 milhões em tokens circulam

A fintech não terá cartão com marca própria: fica nos bastidores, convertendo reais em stablecoins atreladas ao dólar, enquanto os parceiros distribuem o produto

Por Redação Mundo das Fintechs · 20/10/2026 · 3 min de leitura
Crown, da stablecoin BRLV, monta infraestrutura para bancos e fintechs lançarem cartões com stablecoin; R$ 373 milhões em tokens circulam

John Delaney, cofundador e CEO da Crown. Foto: Divulgação/Crown

A Crown, fintech brasileira de infraestrutura para operações com criptomoedas e emissora da stablecoin BRLV, está desenvolvendo soluções para que bancos, fintechs e outras empresas ofereçam cartões vinculados a stablecoins, criptomoedas cujo valor acompanha o de ativos tradicionais, como o dólar. A estratégia foi revelada nesta terça-feira (20) por John Delaney, CEO e cofundador da empresa, à coluna Radar Econômico, da VEJA.

Em vez de lançar um cartão com marca própria, a Crown pretende atuar nos bastidores. O modelo permite que instituições financeiras ofereçam o produto a seus clientes sem desenvolver toda a infraestrutura necessária para transacionar com criptoativos. Na prática, o consumidor paga normalmente em estabelecimentos que aceitam cartão, e a Crown faz a conversão entre reais e stablecoins vinculadas ao dólar.

A empresa também trabalha numa estrutura que permite aos parceiros oferecer mecanismos de remuneração associados ao BRLV, stablecoin lastreada em ativos denominados em reais. Segundo Delaney, a ideia é concentrar o negócio na infraestrutura de liquidação e deixar a distribuição dos cartões para as empresas parceiras.

A Crown informa ter R$ 373 milhões em BRLV em circulação. O valor é o estoque de tokens emitidos, e não o volume de pagamentos processados. A fintech já oferece câmbio com stablecoins para clientes institucionais, mas não divulga os nomes dos parceiros.

“A iniciativa reforça o compromisso da Crown com a construção de uma operação estruturada para atuar no ambiente regulado de ativos virtuais no Brasil.”

John Delaney, cofundador e CEO da Crown, ao anunciar o pedido de licença ao Banco Central, em 15/10

O movimento ocorre em paralelo à busca por autonomia regulatória. Na semana passada, a Crown protocolou no Banco Central um pedido de autorização para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais na modalidade corretora, além de pedir para oferecer contas de pagamento próprias e participar do Pix. Hoje, a empresa depende de prestadores terceirizados para manter as contas em reais dos clientes; com as autorizações, pretende internalizar essa estrutura.

Por que importa. Cartão é o produto que todo banco e fintech quer ter, e a parte cara é a infraestrutura por trás. Quem entrega a liquidação em stablecoin pronta, como a Crown quer fazer, cobra de cada parceiro que distribui o cartão, e abre espaço para fintechs lançarem cartão em dólar digital sem montar nada do zero.

Fonte: VEJA (Radar Econômico). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

Gostou? Receba o Radar do Mundo das Fintechs

As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.