Crown, da stablecoin de real BRLV, pede ao BC licença de corretora de cripto, com câmbio e conta pré-paga no Pix
Fintech protocolou pedido como SPSAV na modalidade corretora, que junta intermediação e custódia; quem já operava antes das novas regras tem até 30 de outubro para entregar a documentação

John Delaney, cofundador e CEO da Crown. Foto: Reprodução/Crown
A Crown, fintech emissora da stablecoin de real BRLV, protocolou no Banco Central um pedido de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) na modalidade corretora, que permite reunir intermediação e custódia de criptoativos. A informação foi divulgada pela empresa nesta quinta-feira (15) e publicada pelo Valor.
Além da licença de corretora, a Crown pediu autorização para fazer operações de câmbio com ativos virtuais e para oferecer contas de pagamento pré-pagas que permitam aos clientes usar o Pix.
Segundo a empresa, o protocolo foi acompanhado de informações sobre a estrutura societária, a capacidade econômico-financeira e a infraestrutura operacional, além de demonstrações financeiras auditadas, concluídas em 7 de outubro.
“A iniciativa reforça o compromisso da Crown com a construção de uma operação estruturada para atuar no ambiente regulado de ativos virtuais no Brasil, com atenção à governança, à transparência e à robustez de seus controles operacionais”, afirmou John Delaney, fundador da empresa.
“A iniciativa reforça o compromisso da Crown com a construção de uma operação estruturada para atuar no ambiente regulado de ativos virtuais no Brasil”
John Delaney, fundador e CEO da Crown
A Crown opera hoje sob o regime de transição previsto para as empresas que já prestavam serviços antes das novas exigências. O protocolo é o início da análise regulatória e não significa que a autorização tenha sido concedida.
O pedido acontece em meio à adequação do setor às regras do Banco Central. As instituições que já atuavam antes da regulamentação têm até 30 de outubro para apresentar a documentação exigida na primeira fase do processo. A Resolução BCB nº 519 define os requisitos de autorização, e a nº 520 disciplina o funcionamento dessas empresas, com exigências de governança, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro.
Por que importa. A Crown quer juntar no mesmo CNPJ três receitas: a corretagem e custódia de cripto, o câmbio com ativos virtuais e a conta pré-paga com Pix. Com o prazo de 30 de outubro, muitas empresas de cripto vão precisar de parceiro de custódia, conta e compliance, e é aí que fintechs de infraestrutura e de BaaS têm cliente garantido.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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