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Regulação

Nyse e Nasdaq terão até dezembro nova infraestrutura para tokenização, e Brasil precisa avançar, diz presidente da CVM

Otto Lobo apresentou nesta quinta-feira (8), na FGV, os trabalhos do Grupo de Trabalho de Tokenização, criado em julho com 14 áreas da autarquia, e anunciou testes de supervisão com inteligência artificial ainda neste ano.

Por Redação Mundo das Fintechs · 08/10/2026 · 3 min de leitura
Nyse e Nasdaq terão até dezembro nova infraestrutura para tokenização, e Brasil precisa avançar, diz presidente da CVM

Otto Lobo, presidente da CVM, em evento sobre tokenização em São Paulo (Foto: Divulgação)

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, afirmou nesta quinta-feira (8) que a concorrência dos Estados Unidos deve ganhar força no mercado de ativos tokenizados, o que pressiona o Brasil a modernizar sua infraestrutura financeira. Segundo ele, a Bolsa de Nova York (Nyse) e a bolsa eletrônica Nasdaq devem contar, até dezembro, com novos sistemas de infraestrutura para negociação de valores mobiliários. A declaração foi dada em evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, segundo o Valor Econômico.

Lobo disse que mantém conversas com a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), reguladores americanos dos mercados de valores mobiliários e de derivativos, além de representantes das duas bolsas. De acordo com ele, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que os dois órgãos avancem na regulação do setor independentemente de aprovação de lei pelo Congresso americano. A CVM também conversa com reguladores europeus e japoneses e com a Organização Internacional das Comissões de Valores (Iosco).

O evento apresentou os trabalhos do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT), criado pela CVM em julho com representantes de 14 áreas da autarquia para estudar o uso da tecnologia de registro distribuído (DLT) no mercado de capitais. Em setembro, o grupo entregou ao colegiado uma minuta de resolução para um programa piloto com testes de emissão, negociação, custódia e liquidação de valores mobiliários em redes DLT.

Pela proposta, a CVM terá acesso aos registros das redes selecionadas, com possibilidade de acompanhar as transações em tempo real. Segundo Lobo, isso permitiria substituir parte da fiscalização atual, que depende de informações dispersas entre diferentes instituições, por registros padronizados e verificáveis. O projeto prevê ainda mecanismos para identificar operações suspeitas e checar regras e limites antes da liquidação.

“A concorrência, ela virá de fora… não podemos ficar fora dessa”

Otto Lobo, presidente da CVM

Na supervisão, a autarquia pretende iniciar ainda neste ano testes de sistemas com inteligência artificial capazes de reunir informações de diferentes instituições e identificar padrões suspeitos de negociação, sem eliminar os mecanismos tradicionais já usados pelo mercado.

Por que importa. Quando o regulador diz que o Brasil não pode ficar de fora, a porta está aberta para quem constrói a infraestrutura. Emissão, custódia e liquidação de ativos tokenizados são negócios novos, e as fintechs que chegarem primeiro ao piloto da CVM saem na frente num mercado que Nova York já está montando.

Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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