Decade, fintech de ex-CTO do Nubank com seed de US$ 85 milhões, leva ex-CEO do UBS Pactual Rodrigo Xavier ao conselho
Plataforma de gestão de patrimônio que une IA e consultores humanos anuncia o segundo conselheiro de investimentos, depois de Florian Bartunek, da Constellation

Rodrigo Guedes Xavier, novo conselheiro da Decade · Foto: Reprodução/Bloomberg Línea
A Decade, plataforma que combina inteligência artificial e consultores humanos na gestão de patrimônio, anunciou nesta quarta-feira (21) a entrada de Rodrigo Guedes Xavier em seu conselho consultivo de investimentos, segundo a Bloomberg Línea.
Com mais de 30 anos de mercado, Xavier foi CEO do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, sócio e membro do comitê executivo do Banco Pactual, CEO do UBS Pactual e cofundador da Vinci Partners. Em Stanford, criou o Brazil At Silicon Valley, iniciativa que liga o ecossistema de inovação da Califórnia a gestores e fundadores de startups brasileiras.
Ele é o segundo nome anunciado como conselheiro de investimentos da Decade. No mês passado, a startup comunicou o primeiro: Florian Bartunek, cofundador e CEO da Constellation, gestora de fundos de ações.
A Decade foi fundada por Vitor Olivier, ex-CTO do Nubank, e Felipe Meneses, cofundador da Hyperplane, empresa de IA adquirida pelo banco. A operação foi aberta ao público em 4 de agosto, depois de cinco meses de testes internos, e nasceu com US$ 85 milhões captados em uma rodada seed apoiada por Greenoaks, Benchmark e Diffusion, a maior já registrada na América Latina, segundo a LAVCA (Associação para Investimento de Capital Privado na América Latina).
“Essa troca de perspectivas é extremamente valiosa para o que estamos construindo”
Vitor Olivier, fundador da Decade e ex-CTO do Nubank, em nota
A plataforma consolida ativos e despesas, monitora carteiras e aponta taxas, ineficiências tributárias, riscos de concentração e lacunas de liquidez.
“Acompanhar a evolução do mercado financeiro foi parte fundamental da minha trajetória ao longo das últimas décadas. Ao me aproximar do universo da tecnologia, percebi novas possibilidades para transformar a maneira como as pessoas se relacionam com suas finanças”, afirmou Xavier em nota.
“Rodrigo passou décadas entendendo como o mercado financeiro funciona e, depois, mergulhou no universo da tecnologia. Eu construí minha carreira desenvolvendo tecnologia e, ao longo dos anos no Nubank, fui entendendo cada vez mais os desafios do mundo financeiro”, disse Olivier.
Por que importa. Gestão de patrimônio sempre foi serviço caro, cobrado em taxa sobre o dinheiro do cliente e restrito a quem tem muito. Quando IA faz a parte repetitiva (consolidar contas, achar taxa escondida, imposto mal planejado) e o consultor fica só com a decisão, o mesmo modelo de receita passa a caber em milhões de clientes. Seed de US$ 85 milhões mostra quanto os fundos apostam nessa margem.
Fonte: Bloomberg Línea. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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