EqSeed estreia no crédito com R$ 450 mil em notas comerciais e prevê passar os R$ 130 milhões que fez em equity em pouco mais de um ano
Plataforma de equity crowdfunding vai estruturar dívida de R$ 1 milhão a R$ 15 milhões para empresas que faturam até R$ 40 milhões por ano, com taxas entre 1,3% e 1,9% ao mês para o investidor

Divulgação/EqSeed
A EqSeed, plataforma de equity crowdfunding, lançou uma vertical de crédito privado para estruturar emissões de dívida de empresas que faturam até R$ 40 milhões por ano. O lançamento foi anunciado na quarta-feira, 7 de outubro, segundo o NeoFeed, e a primeira operação foi concluída na véspera: R$ 450 mil em notas comerciais da Eduvem, empresa de educação corporativa.
De acordo com o CEO, Igor Monteiro, a primeira emissão foi feita propositalmente com valor menor, para testar a estrutura. A ideia é fazer operações entre R$ 1 milhão e R$ 15 milhões, com notas comerciais e garantias como recebíveis, alienação fiduciária de imóveis e caução. “Não vamos fazer nada clean”, disse Monteiro ao NeoFeed.
A oferta da Eduvem, segundo a página da própria EqSeed, tem prazo de 24 meses, remuneração prevista de 1,90% ao mês e pagamentos mensais, com recebíveis de clientes corporativos e caução em dinheiro como garantia. A captação atingiu o valor máximo e a plataforma passou a mostrar fila de espera. Para as próximas operações, as taxas devem ficar entre 1,3% e 1,9% ao mês, conforme o risco.
A decisão nasceu da carteira da própria EqSeed: empresas que cresciam de 30% a 50% ao ano e, mesmo assim, recorriam a linhas caras dos grandes bancos, que não se interessam por emissões pequenas. “No final do dia, dá o mesmo trabalho para eles fazer uma operação de R$ 5 milhões e de R$ 50 milhões”, afirmou Monteiro.
“Em pouco mais de um ano, ou seja, no segundo semestre do ano que vem, a gente já prevê que a vertical de crédito tenha mais volume acumulado, de operações feitas, do que os R$ 130 milhões que fizemos em equity a vida inteira”
Igor Monteiro, CEO da EqSeed, ao NeoFeed
A EqSeed diz ter mais de 95 mil contas abertas e R$ 137,7 milhões movimentados em investimentos, e vai usar essa base para distribuir os títulos de dívida. A empresa também tem canais com instituições financeiras, entre eles o Itaú, que distribui as ofertas de equity da plataforma.
A vertical pode ganhar com a revisão da Resolução 88 da CVM, que regula o crowdfunding. A proposta em consulta pública eleva o limite de captação de R$ 15 milhões para R$ 25 milhões e amplia o universo de empresas elegíveis. Monteiro espera a nova regra até o fim do ano.
Por que importa. Os bancos grandes não querem fazer emissão de R$ 5 milhões, e a pequena empresa que cresce acaba pagando capital de giro caro. A plataforma que estrutura essa dívida e distribui para a própria base de investidores cobra pela estruturação e pela distribuição, num mercado que o banco deixou vazio.
Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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