Ezpag passa de US$ 50 milhões em vendas nos EUA com motor de crédito próprio para imigrantes brasileiros
A fintech usa IA, dados alternativos e um score interno para dar crédito a quem não tem histórico nos bureaus americanos; já são mais de 14 mil contratos.

Equipe da Ezpag (Foto: Divulgação/Ezpag)
A Ezpag, fintech brasileira que atua nos Estados Unidos, ultrapassou a marca de US$ 50 milhões em vendas nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela empresa e publicadas nesta quinta-feira (8) pela coluna de Analice Nicolau, no Jornal de Brasília. O público da companhia são imigrantes brasileiros que não têm histórico nos bureaus de crédito americanos.
Para aprovar esses clientes sem depender do sistema financeiro convencional, a Ezpag desenvolveu uma tecnologia própria de análise de risco, sob a liderança do cofundador e CTO Rick Rodrigues. O modelo combina inteligência artificial aplicada a documentos, dados alternativos e um score interno que é recalibrado toda semana com base na pontualidade, no valor cobrado e na dificuldade de recuperação.
A carteira foi originada a partir de 2023. Desde então, o motor sustentou mais de 14 mil contratos, processou mais de 360 mil pagamentos e analisou 1,6 milhão de transações extraídas de extratos bancários. Em 2025, a operação somou cerca de US$ 20 milhões em valor de face de contratos, e outros US$ 14 milhões até meados de setembro de 2026.
Para conter a inadimplência, a plataforma usa reconhecimento facial para conferir identidades, mapeia grupos familiares e contas conjuntas e classifica o risco por região da carteira. Um robô próprio de cobrança, com calendário ajustado ao histórico de cada cliente, recupera mais de dois terços dos atrasos, de acordo com a empresa.
“Mais de 14 mil contratos, 360 mil pagamentos processados e 1,6 milhão de transações analisadas desde 2023”
Dados da Ezpag (ao Jornal de Brasília)
O próximo passo, segundo a Ezpag, é uma expansão B2B: transformar essa estrutura de crédito e cobrança em ferramenta para outras empresas brasileiras que querem entrar no mercado americano.
Por que importa. Milhões de imigrantes chegam aos EUA sem histórico de crédito, e os bancos tradicionais não sabem avaliá-los. A Ezpag mostra que uma fintech brasileira pode transformar esse vazio em negócio de US$ 50 milhões, usando dados alternativos e um motor de crédito próprio, e ainda vender essa tecnologia para outras empresas.
Fonte: Jornal de Brasília (coluna Analice Nicolau). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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