Felipe Miranda, ex-Empiricus, monta a Dylan, wealthtech de consultoria com IA, e vende 15% por R$ 2,5 milhões
Nova empresa quer atender quem tem a partir de R$ 100 mil para investir, com mensalidade em torno de R$ 200; MVP sai em até seis meses e a próxima etapa é captar com fundos de venture capital

Foto: Lu Rodrigues/Empiricus
Felipe Miranda, que deixou a Empiricus há alguns meses, está montando a Dylan, uma wealthtech que vai oferecer consultoria financeira com inteligência artificial para quem tem pelo menos R$ 100 mil para investir, informou o Brazil Journal nesta terça-feira (13).
Os sócios Gustavo Andrade Rocha, empreendedor e investidor de empresas de tecnologia e telecom, e Carlos Queiroz, que liderou a implantação de plataformas de IA em bancos como o DBS e o Standard Chartered, em Singapura, fecharam acordo para comprar 15% da empresa por R$ 2,5 milhões. Os outros 85% ficam com Miranda, com os ex-Empiricus Bruno Mérola e Larissa Quaresma e com Lucas Neri, amigo de infância de Miranda que foi portfolio specialist do Itaú.
Segundo Miranda, o capital inicial banca a operação por um ano. O MVP deve ficar pronto em até seis meses e, depois disso, o plano é captar com fundos de venture capital. A plataforma vai combinar dados de mercado inseridos pela equipe com análises geradas por IA para avaliar a situação financeira do investidor, sugerir carteiras, acompanhá-las e ajustá-las.
A parte de tecnologia está sendo desenvolvida pela equipe montada por Queiroz, hoje managing director do banco OCBC, em Singapura, que vai atuar na Dylan como consultor. O preço ainda não foi definido, mas deve girar em torno de R$ 200 por mês, o equivalente a 2,4% ao ano para quem tem R$ 100 mil.
“Na Empiricus a gente tornou os relatórios de research acessíveis a um público amplo de investidores. Agora quero fazer a mesma coisa com a consultoria financeira.”
Felipe Miranda, fundador da Dylan, ao Brazil Journal
A Dylan entra num mercado disputado: BTG Pactual e Nubank desenvolvem consultoria com IA internamente, e a Decade, fundada pelo ex-CTO do Nubank Vitor Olivier, levantou em agosto uma rodada seed de US$ 85 milhões para construir uma plataforma de planejamento financeiro com IA.
Por que importa. Consultoria financeira personalizada sempre foi serviço de quem tem milhões, e a IA derruba esse custo. Quem montar uma fintech que entregue carteira sob medida por assinatura de R$ 200 por mês ganha receita recorrente num público de milhões de investidores que hoje não tem atendimento nenhum.
Fonte: Brazil Journal. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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