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FIDC

FIDC já responde por 57% do dinheiro captado por startups brasileiras em 2026; em 2021 era 0,7%

Levantamento da Sling Hub mostra que o equity caiu de 96% para 31% do volume; CloudWalk fez cinco FIDCs em três anos e o último, de US$ 1,07 bilhão, é um terço do total do ano

Por Redação Mundo das Fintechs · 23/10/2026 · 3 min de leitura
FIDC já responde por 57% do dinheiro captado por startups brasileiras em 2026; em 2021 era 0,7%

Infográfico: Mundo das Fintechs, com dados da Sling Hub

Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) somam 57% de todo o volume captado por startups brasileiras em 2026, segundo levantamento da Sling Hub, plataforma de dados sobre o ecossistema de inovação, divulgado nesta sexta-feira (23). Em 2021, o instrumento representava apenas 0,7% do total. Os dados vão até setembro.

A virada aconteceu em 2023, quando a participação do FIDC saltou de 7% para 26% e o número de startups que captaram por esse caminho passou de 11 para 26. Desde então, a quantidade de empresas ficou estável, entre 23 e 25 por ano. O que cresce é o tamanho de cada operação: o FIDC mediano subiu de US$ 17 milhões em 2023 para US$ 28 milhões em 2026.

A CloudWalk é o caso extremo. Entrou no mercado de FIDC em 2024 e fez cinco fundos em três anos, cada um maior que o anterior: de US$ 308 milhões em maio de 2024 a US$ 1,07 bilhão em abril de 2026. Só esta última operação equivale a um terço do volume brasileiro do ano. Depois dela, os maiores FIDCs de 2026 foram os da Listo (US$ 190 milhões) e da 99 (US$ 133 milhões).

Mesmo tirando a CloudWalk da conta, a fatia do FIDC cresce: 23% em 2024, 32% em 2025 e 36% em 2026, segundo a Sling Hub. Parte do movimento vem da queda do equity, que concentrava 96% do volume em 2021 e hoje responde por 31%. Entre 2021 e 2025, o total captado por startups no Brasil caiu de US$ 11 bilhões para US$ 4,5 bilhões, enquanto o volume em FIDC subiu de US$ 72 milhões para US$ 2,3 bilhões.

“Os FIDCs ainda são quase todos de fintechs: 12 das 16 operações de 2026.”

Levantamento da Sling Hub, com dados até setembro de 2026

As fintechs dominam o instrumento: são 12 das 16 operações de 2026. As outras quatro são da 99, da Fever Electric, da Sol Agora e da frete.com, empresas que também têm recebíveis para lastrear um fundo.

Por que importa. Quem tem carteira de crédito ou recebíveis não precisa mais vender pedaço da empresa para crescer: o FIDC financia a operação com o próprio fluxo de pagamentos. Com o equity encolhendo, a fintech que monta uma carteira boa e organizada desde o começo abre a porta para cheques de dezenas de milhões de dólares sem diluir o fundador. E cada novo fundo puxa receita para administradoras, securitizadoras e plataformas de infraestrutura de crédito.

Fonte: Sling Hub. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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