Fintime fecha parceria com o SX Group para saltar de R$ 4 milhões para R$ 15 milhões de faturamento em três anos
Empresa de inteligência financeira e contábil de Nei Soares quer ir de 300 para 2 mil clientes em 36 meses com o apoio do venture builder de Guilherme Camargo

Nei Soares, sócio-fundador da Fintime (à esquerda), e Guilherme Camargo, CEO e fundador do SX Group. Foto: Divulgação/SX Group
A Fintime, empresa de inteligência financeira e contábil fundada por Josinei “Nei” Soares, firmou uma parceria estratégica com o SX Group, venture builder comandado por Guilherme Camargo, para elevar o faturamento anual de R$ 4 milhões para R$ 15 milhões em três anos, um avanço acumulado de 275%. O acordo foi divulgado pelo FIDC News nesta quinta-feira (22).
No modelo de venture building, o SX Group participa da definição da estratégia e dá suporte operacional nas frentes de tecnologia, produto, marketing, vendas e desenvolvimento comercial. O ecossistema do grupo reúne sete empresas, que somam faturamento anual acima de R$ 100 milhões em setores como tecnologia, comunicação, games, recursos humanos e audiovisual.
A relação começou antes do acordo: a Fintime já presta serviços para empresas do ecossistema, como Sioux, Ludos Pro e Go Gamers. “Nós conhecemos o valor desse trabalho como clientes”, disse Guilherme Camargo, CEO e fundador do SX Group.
Hoje a Fintime atende 300 clientes, entre startups, pequenas e médias empresas e profissionais liberais, e quer chegar a 2 mil em 36 meses. A empresa reúne contabilidade, serviços fiscais, folha de pagamento, gestão financeira terceirizada e uma plataforma própria, além do Finlucra, método baseado em eficiência operacional, eficiência tributária e precificação estratégica. O plano também inclui aumentar o tíquete médio com novos serviços.
“O empresário pode saber quanto vendeu e, ainda assim, não ter clareza sobre quanto ganhou, quais clientes são rentáveis ou quanto caixa precisa para crescer.”
Nei Soares, sócio-fundador da Fintime
A próxima etapa prevê desenvolver a plataforma, que já tem um módulo de ERP financeiro, e incorporar inteligência artificial para automatizar rotinas e analisar dados. O pano de fundo é o aumento do empreendedorismo: segundo o Sebrae, com dados da Receita Federal, o país abriu 5,1 milhões de empresas em 2025, alta de 18,6%, e 96% eram pequenos negócios. A transição da reforma tributária, com testes da CBS e do IBS em 2026 e conclusão prevista para 2033, também deve ampliar a demanda por planejamento financeiro e contábil.
Por que importa. Contabilidade e financeiro terceirizado para pequena empresa é receita recorrente: o cliente paga todo mês e raramente troca de fornecedor. Com 5,1 milhões de empresas abertas em 2025 e a reforma tributária obrigando todo mundo a refazer preço e margem, a fintech que junta contabilidade, ERP financeiro e IA tem uma base enorme para vender e espaço para subir o tíquete com crédito, cobrança e conta.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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