Finvia, ex-Fastpay, processa R$ 40 milhões por mês e diz elevar aprovação no cartão de 82% para 96%
Subadquirente de Belo Horizonte usa antifraude calibrado por loja, nova tentativa em outras adquirentes e IA no WhatsApp para recuperar vendas recusadas; meta é R$ 1 bilhão processado em 2027

Da esq. para a dir.: Vinicius Basniak, Gabriel Moreira, Eduardo Serra e Ryan Gimenez, sócios da Finvia. Foto: Divulgação/Finvia
A Finvia, fintech de pagamentos de Belo Horizonte antes conhecida como Fastpay, passou a operar com nova marca e se apresenta agora como infraestrutura de pagamentos, com o e-commerce como ponto de partida. A empresa processa R$ 40 milhões por mês para 370 lojistas, em sua maioria pequenos e médios negócios. As informações foram publicadas pelo Finsiders Brasil em 16 de outubro, em conteúdo de marca da própria Finvia.
Fundada em 2023 por quatro sócios, Vinicius Basniak, Gabriel Moreira, Eduardo Serra e Ryan Gimenez, a empresa atua como subadquirente. Homologada na Shopify, na VTEX e na Wix, processa pagamentos por trás do checkout que a loja já usa, com cartão, Pix, boleto e Apple Pay, sem exigir troca de plataforma.
O foco é a venda recusada. Segundo a Finvia, boa parte das recusas no e-commerce vem de regras genéricas de antifraude, e não de fraude. A empresa calibra o antifraude por cliente, considerando tíquete, perfil de comprador e histórico da loja, e, quando uma transação é negada, reprocessa o pagamento por outra adquirente antes de dar a venda como perdida. A empresa afirma que lojistas que migraram para a plataforma passaram, em média, de 82% para 96% de aprovação no cartão.
Quando a compra não se conclui, uma IA de recuperação conversa com o cliente pelo WhatsApp em casos de cartão recusado, Pix pendente e carrinho abandonado. A empresa também oferece o Radar, ferramenta gratuita em que o lojista consulta os dados da própria loja em linguagem natural, aberta inclusive a quem não é cliente. “Todo lojista vive com uma pergunta na cabeça: por que vendi menos essa semana?”, afirma Ryan Gimenez, sócio da Finvia.
“O lojista paga caro para trazer o cliente até o checkout. Perder essa venda na última etapa é o desperdício mais caro do e-commerce, e o mais fácil de não ver”
Gabriel Moreira, sócio da Finvia
Para 2027, a meta declarada é dobrar de tamanho, chegar a R$ 1 bilhão em pagamentos processados no ano e começar a atender grandes empresas. A Finvia já oferece API, link de pagamento e split de pagamentos e pretende levar esses produtos a outros tipos de negócio além do e-commerce. Os números de aprovação e de volume são da própria empresa e não foram verificados de forma independente.
Por que importa. Cada venda recusada que volta a ser aprovada é receita para o lojista e taxa para quem processa. Uma subadquirente pequena consegue competir com as grandes vendendo taxa de aprovação, e não preço, para um nicho que a antifraude genérica atende mal.
Fonte: Finsiders Brasil (conteúdo de marca da Finvia). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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