Fiserv abre em Goiânia a 6ª Loja Clover, franquia de maquininha de R$ 250 mil, no mês em que a Clover passa de 5 milhões de aparelhos
A unidade no setor Bueno leva a rede ao terceiro estado, depois de São Paulo e Espírito Santo; mais cinco lojas estão previstas no interior paulista

Ricardo Daguani, diretor-geral da Fiserv no Brasil: Divulgação/Fiserv
A Fiserv inaugurou em Goiânia a sexta Loja Clover do país, a primeira do Centro-Oeste. A unidade fica no setor Bueno, na Avenida T-63, e funciona no modelo de franquia: o lojista entra para conhecer a maquininha, o sistema de gestão e as ofertas de capital de giro da Clover, plataforma de pagamentos da empresa americana. A inauguração foi divulgada na quinta-feira (15). Ricardo Daguani, diretor-geral da Fiserv no Brasil, esteve na inauguração.
Com Goiânia, a rede chega ao terceiro estado, depois de São Paulo e Espírito Santo. Para o restante do período, a Fiserv prevê abrir mais cinco unidades no estado de São Paulo.
Segundo a empresa, a escolha da cidade levou em conta dados da CDL Goiânia, que contabiliza mais de 280 mil negócios ativos na capital. No primeiro semestre de 2026, as transações com cartões de crédito, débito e pré-pagos somaram R$ 2,3 trilhões no país, alta de 8%, segundo a Abecs, dos quais R$ 164 bilhões no Centro-Oeste.
Uma pesquisa da própria Fiserv com empresas da região apontou o medo de golpes e estornos (31%), os custos de adesão e as taxas (23%) e a falta de infraestrutura tecnológica (23%) como as principais barreiras para adotar meios de pagamento. Ao mesmo tempo, 60% buscam crédito para capital de giro. A loja oferece terminais de autoatendimento, maquininhas móveis, marketplace de aplicativos, integração com Pix, conciliação de vendas e capital de giro.
“Cada dispositivo Clover conecta uma empresa ao amplo ecossistema da Fiserv, ajudando-a a aceitar pagamentos, simplificar operações e criar experiências melhores para os clientes”
Takis Georgakopoulos, diretor-executivo da Fiserv
Pela página de franquias da Clover, a unidade exige investimento inicial de R$ 250 mil (R$ 50 mil de taxa de franquia e R$ 200 mil no ponto), com retorno estimado entre o 18º e o 24º mês, royalties de 2% ao mês e exclusividade territorial. A receita do franqueado vem do MDR das vendas no crédito e no débito, do aluguel de maquininhas, da antecipação de recebíveis, do Pix e do crédito Clover Capital.
A abertura coincide com um marco global: na quarta-feira (14), a Fiserv informou ter enviado mais de 5 milhões de dispositivos Clover no mundo. Eram 1 milhão em 2018, 2 milhões em 2021, 3 milhões em 2023 e 4 milhões até 2025. “Este marco começa com nossos clientes e os milhões de negócios que eles atendem”, afirmou Takis Georgakopoulos, diretor-executivo da Fiserv. A Clover está no Brasil há quase dois anos e tem fábrica própria no país.
Por que importa. A maquininha virou porta de entrada para o dinheiro de verdade do lojista: o MDR paga a conta, mas o lucro está na antecipação e no capital de giro, que 60% das empresas da região dizem procurar. Quem montar distribuição local, com loja, franquia ou agente, e embutir crédito na venda, fica com a receita que os bancos grandes não alcançam no interior.
Fonte: Mapa das Franquias e Fiserv. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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