Franq, que originou R$ 2,4 bilhões em 2025, contrata ex-Citi e Itaú para nova área de investimentos
Marcia Parke, que passou duas décadas no Citibank, vai integrar investimentos, seguros e previdência à plataforma de bancários autônomos, com foco na alta renda

Marcia Parke, diretora da Franq. Foto: Divulgação/Franq
A Franq, plataforma que permite a bancários trabalharem de forma autônoma, criou uma diretoria de Gestão de Patrimônio e Investimentos e contratou Marcia Parke para comandá-la, segundo o Finsiders Brasil nesta sexta-feira (23). A executiva ficará em São Paulo.
Marcia tem mais de 25 anos de mercado financeiro. Foram duas décadas no Citibank, onde liderou uma equipe de 300 pessoas em 25 agências no atendimento a investidores onshore e offshore e participou da construção do modelo comercial de investimentos do banco no Brasil. No Itaú Unibanco, trabalhou em risco e produtos digitais, com iniciativas que chegaram a mais de 8 milhões de clientes.
A missão dela é integrar investimentos, seguros e previdência ao portfólio oferecido aos personal bankers que usam a plataforma, sobretudo para clientes de alta renda. A contratação reforça a equipe executiva da fintech, que anunciou em julho Eduardo Civitati como diretor de Operações.
Fundada em 2019, a Franq distribui mais de 150 produtos financeiros, como financiamento imobiliário, consórcio, empréstimo e seguro, de uma rede de mais de 50 bancos e fintechs parceiros. Em 2025, originou R$ 2,4 bilhões, e o volume dobra ano a ano desde a fundação. Em maio, captou R$ 70 milhões numa Série B liderada por Valor Capital Growth Fund, Quona Capital e Globo Ventures, e passou de R$ 150 milhões captados no total.
“Tenho agora a oportunidade de construir uma operação de investimentos do jeito que acreditamos ser o certo: com franqueza, próxima do cliente e apoiada na relação de confiança que o personal banker já tem com ele.”
Marcia Parke, diretora de Gestão de Patrimônio e Investimentos da Franq, em nota
Por que importa. Gerente de banco experiente leva a carteira de clientes junto, e quem dá a ele uma plataforma para vender sozinho fica com uma fatia de cada operação, de crédito imobiliário a investimento. A fintech que transforma bancários em distribuidores autônomos cresce sem abrir agência e ganha mais quando passa a vender também os produtos da alta renda.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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