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72% dos brasileiros já aceitam deixar a IA fazer compras, e Brasil fica em 2º no comércio agêntico, mostra Global Payments

Fatia de consumidores que testaram ou aceitariam delegar compras a agentes de IA saltou de 39% para 72% em um ano, a maior alta entre sete países; só a China está à frente

Por Redação Mundo das Fintechs · 15/10/2026 · 3 min de leitura
72% dos brasileiros já aceitam deixar a IA fazer compras, e Brasil fica em 2º no comércio agêntico, mostra Global Payments

Pagamento com celular. Foto: Richard Tanzer Fotografie/Commons CC BY-SA 3.0

O Brasil é o país ocidental com maior adesão ao comércio agêntico, modelo em que um agente de inteligência artificial pesquisa, escolhe e compra produtos em nome do consumidor. É o que mostra o Agentic Commerce Report 2026, da Global Payments, divulgado nesta quarta-feira (14) e noticiado pelo Startups. No ranking, o país fica atrás só da China e à frente de Estados Unidos, Reino Unido e França.

A parcela de brasileiros que já testaram ou estão dispostos a deixar um agente de IA navegar e comprar em seu nome subiu de 39% em 2025 para 72% em 2026. Desses, 24% já testaram a experiência e 48% dizem que usariam agora ou nos próximos 12 meses. A China lidera com 86%, seguida por Brasil, Cingapura (59%), Reino Unido (48%), França (46%), Estados Unidos (45%) e Austrália (40%).

A alta brasileira, de 33 pontos percentuais, foi a maior entre os sete mercados. A China subiu 22 pontos, a França 21 e o Reino Unido 18. A confiança no próprio agente de IA, numa escala de 1 a 5, foi de 3,18 para 3,80 no Brasil, a segunda maior nota, atrás da China (3,97).

“Estamos entrando em uma fase em que a conversa deixa de ser sobre o que a IA é capaz de fazer e passa a ser sobre o que os consumidores estão dispostos a delegar”, afirmou, em comunicado, Juan Pablo D'Antiochia, gerente-geral de Enterprise da Global Payments para a América Latina.

“Estamos entrando em uma fase em que a conversa deixa de ser sobre o que a IA é capaz de fazer e passa a ser sobre o que os consumidores estão dispostos a delegar”

Juan Pablo D'Antiochia, gerente-geral de Enterprise da Global Payments para a América Latina

Os limites aparecem na hora de pagar. A segurança dos dados de pagamento é a principal preocupação, citada por 50% dos entrevistados, seguida por privacidade e uso de dados pessoais (45%), receio de a IA escolher errado (41%) e dificuldade de saber quem responde se algo der errado (36%). Para o executivo, o desafio das empresas é criar experiências em que “uma maior autonomia venha acompanhada de mecanismos claros de autorização, segurança e confiança”.

Nos sete mercados, os consumidores estimam que 17% das compras poderão passar por agentes de IA nos próximos cinco anos, perto das compras presenciais (18%) e acima dos sites das marcas (13%), da busca (12%) e dos marketplaces (12%).

O levantamento foi conduzido pela consultoria The Lantern, com 8.027 consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil, China, Cingapura e Austrália, em maio. É a segunda edição da pesquisa; a primeira ouviu 8 mil pessoas nos mesmos mercados entre agosto e setembro de 2025.

Por que importa. Metade dos consumidores trava a compra por IA por medo de expor o dado de pagamento. Quem resolver a autorização do agente (limite de gasto, token, consentimento e responsabilidade em caso de erro) vende essa camada para lojas, carteiras e adquirentes, num canal que o próprio consumidor estima em 17% das compras em cinco anos.

Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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