Comprada por R$ 450 milhões pela Serasa Experian, idwall prepara expansão internacional a partir de 2027
Três meses após o fechamento do negócio, o cofundador e CEO Lincoln Ando diz que a internacionalização, tese da série D que virou venda, deve começar no ano que vem; a plataforma soma 700 milhões de consultas e 80 milhões de faces analisadas.

Sede da Serasa Experian em São Carlos (SP) (Foto: Leticia Ikeda/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)
A idwall, empresa de verificação de identidade e antifraude comprada pela Serasa Experian, deve começar a levar sua tecnologia para fora do Brasil no ano que vem, segundo o cofundador e CEO, Lincoln Ando, em entrevista ao Startups publicada na quarta-feira (7). “Já tivemos conversas com algumas regiões que podem utilizar a gente”, disse o executivo, que não especificou os mercados nem cravou um prazo.
O negócio foi anunciado em 8 de maio, por cerca de R$ 450 milhões em dinheiro, segundo o Startups, num múltiplo próximo de cinco vezes a receita da idwall. O Cade aprovou a operação em 22 de maio, e o fechamento saiu em 1º de julho. A internacionalização era um dos dois pilares da tese que a empresa apresentava a investidores para uma série D, com assessoria do Itaú BBA, até o banco sugerir a conversa com a Serasa Experian, que já era parceira no marketplace da plataforma. A negociação foi com Eric Dhaese, vice-presidente de soluções de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian. “A gente já tá namorando com a lucratividade. Inclusive o começo desse ano todo foi lucrativo”, afirmou Ando.
A plataforma da idwall soma mais de 700 milhões de consultas, 80 milhões de faces e 45 milhões de documentos analisados, e agora se junta a mais de 450 milhões de identidades validadas por ano e mais de 350 milhões de background checks da Serasa. Na validação documental, os 45 milhões de documentos da idwall se somam a 130 milhões da datatech. A Experian é listada na Bolsa de Londres, opera em 33 países e tem cerca de 25,2 mil funcionários.
Desde 2020, a Serasa Experian fez 17 aquisições, que somam perto de R$ 2,5 bilhões. Em antifraude e identidade foram quatro: BRScan em 2021, AllowMe em 2023, ClearSale em 2024 e agora a idwall. Fundada em 2016 por Ando e Raphael Melo, formados em computação na Unicamp, a idwall levantou R$ 260 milhões em dez anos, incluindo uma série C de R$ 210 milhões em 2021 liderada pelo family office Endurance. As empresas não abrem receita nem base de clientes.
“Uma vez que a gente tem a plataforma, internacionalizar é muito fácil, porque você consegue plugar nossas soluções lá”
Lincoln Ando, cofundador e CEO da idwall, em entrevista ao Startups
Por que importa. A idwall mostra o caminho de saída de uma fintech de infraestrutura: dez anos, R$ 260 milhões captados e uma venda de R$ 450 milhões em dinheiro, a cerca de cinco vezes a receita. Quem constrói a camada de identidade e antifraude que bancos e fintechs usam vira alvo de compradores globais.
Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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