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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Itaú revela que a ia.i roda com modelos da OpenAI; plataforma IARA faz 2 milhões de tarefas por mês no jurídico

Caso publicado pela OpenAI detalha a arquitetura da IA do banco: Customer DNA para 70 milhões de clientes, governança de custo por token e ganhos de eficiência de 20% a 80%

Por Redação Mundo das Fintechs · 17/10/2026 · 3 min de leitura
Itaú revela que a ia.i roda com modelos da OpenAI; plataforma IARA faz 2 milhões de tarefas por mês no jurídico

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, no Web Summit Rio 2025. Web Summit Rio/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Itaú Unibanco usa modelos da OpenAI em duas frentes da sua estratégia de inteligência artificial: a ia.i, camada de conversa com o cliente, e a IARA, plataforma interna de governança e orquestração de modelos. O caso foi publicado pela OpenAI nesta sexta-feira (16) e detalha quais modelos estão por trás da IA que o CEO Milton Maluhy prometeu levar a todos os clientes até o fim do ano, como o Mundo das Fintechs mostrou em 8 de outubro.

A ia.i reúne em um só ambiente, por texto ou voz, conta corrente, crédito, cartões, seguros e outros serviços, e passa o cliente para um atendente humano quando necessário. A primeira fase envolveu cerca de 300 mil clientes, e a meta é chegar a 100% da base até o fim de 2026. No centro está o Customer DNA, camada de contexto financeiro que ajuda o banco a entender necessidades, hábitos e fase de vida de cerca de 70 milhões de clientes; modelos GPT estão entre os componentes que mantêm essa representação.

Segundo Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú, ter vários modelos, e não um só, permitiu atender desde tarefas simples, que precisam ser baratas e rápidas, até as mais complexas, que exigem raciocínio. Uma pesquisa do Itaú com o Grupo Consumoteca citada no caso mostra que 80% dos brasileiros querem organizar melhor a vida financeira e 65% gostariam de uma tecnologia que funcione como copiloto financeiro.

Por trás, a IARA dá às equipes acesso controlado a diferentes modelos, com a OpenAI entre os fornecedores, e controla custo por token, precisão das respostas e políticas de IA responsável. No departamento jurídico, a plataforma trabalha sobre um acervo de mais de 90 milhões de documentos, executa mais de 2 milhões de tarefas por mês e gera ganhos de eficiência de 20% a 80% em etapas dos processos.

“Os modelos da OpenAI foram muito importantes para entregar essa experiência, porque conseguiram operar em toda essa gama de soluções”

Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú, à OpenAI

Para os gerentes de relacionamento, o banco espera três vezes mais tempo disponível para clientes, atendimento até duas vezes mais rápido e conversas até três vezes mais efetivas. Os próximos passos da ia.i incluem simulação e contratação de produtos e análises recorrentes de renda, gastos e hábitos.

Por que importa. se o Itaú aposta em um copiloto financeiro para 70 milhões de clientes, a demanda está provada: 65% dos brasileiros querem esse tipo de orientação. Os modelos estão disponíveis por API para qualquer um, e a fintech que montar esse copiloto para um nicho que o banco grande atende mal, como autônomo, MEI ou pequeno lojista, pode cobrar pela orientação e vender crédito e investimento na mesma conversa.

Fonte: OpenAI. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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