Kala, fintech de consignado na Colômbia, já emprestou 350 bilhões de pesos a 30 mil clientes e fez titularização de 195 bilhões
Fundada por dois salvadorenhos e um argentino, a empresa analisa mais de 600 dados por pedido, administra cerca de 1,5 trilhão de pesos em crédito e quer chegar a 400 bilhões originados em 2027

Divulgação/Kala
A Kala, fintech de crédito fundada na Colômbia há cinco anos, já concedeu mais de 350 bilhões de pesos colombianos em empréstimos a cerca de 30 mil clientes, segundo seus executivos à revista Semana, em reportagem publicada nesta sexta-feira (16). A primeira titularização (securitização) da carteira foi de 195 bilhões de pesos.
A empresa foi criada pelos salvadorenhos Manuel Alemán, CEO, e Rodolfo Lazo, COO, que já trabalhavam havia mais de uma década no país, com o argentino Pablo Cattólica, CTO. A aposta foi digitalizar a aprovação de crédito para pessoas com renda que encontravam as portas dos bancos fechadas.
O primeiro público foram os aposentados e o crédito de libranza, o equivalente colombiano ao consignado: as parcelas são descontadas direto do benefício, o que reduz o risco de calote e permite empréstimos maiores. O valor médio é de 15 milhões de pesos, usado sobretudo para consolidar dívidas.
Sem agências, a Kala montou uma equipe comercial que procura os clientes e, quando preciso, os visita em casa. Por trás, um sistema analisa mais de 600 dados por pedido; quase todas as solicitações são respondidas em menos de duas horas, e cerca de 8% em cinco minutos.
“Kala é uma opção rápida para quem não conseguiria a aprovação de um empréstimo no banco tradicional. É uma espécie de rebancarização, pois são pessoas que tiveram acesso ao sistema financeiro, mas que, por dificuldades de pagamento, deixaram de ser sujeitos de crédito”
Manuel Alemán, CEO da Kala, à Semana
A fintech recebeu US$ 2 milhões numa primeira rodada no fim de 2021 e outros US$ 4 milhões em 2022, de fundos ligados a Estados Unidos, México e Brasil. Depois passou a usar dívida e venda de carteira para financiar os desembolsos e hoje administra cerca de 1,5 trilhão de pesos em créditos, incluindo carteiras confiadas por fundos internacionais.
A Kala fechou 2025 com 162 bilhões de pesos originados e prevê de 270 bilhões a 280 bilhões em 2026. Para 2027, mira perto de 400 bilhões. A empresa tem 220 funcionários, 80 deles na área comercial, testa o modelo com assalariados e estuda sair do país a partir de 2028.
Por que importa. Consignado é o crédito com o menor risco de calote, porque a parcela sai direto do benefício, e o gargalo sempre foi a burocracia da aprovação. A fintech que digitaliza essa análise e depois vende a carteira para fundos cresce sem precisar de capital próprio para cada empréstimo.
Fonte: Semana. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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