Fundadores do Mycon abrem seleção para 5 sócios de nova fintech de consórcios com IA; inscrições vão até 10 de novembro
Os irmãos Marcelo e Marcio Kogut oferecem salário, benefícios e ações a quem entrar com trabalho, sem precisar pôr capital; os escolhidos serão anunciados em 20 de dezembro

Marcelo e Marcio Kogut, fundadores do Mycon e do 5 Sócios. Foto: Divulgação/5 Sócios
Os irmãos Marcelo e Marcio Kogut, fundadores do Mycon, administradora de consórcios 100% digital lançada em 2020, vão escolher cinco profissionais para virar sócios de uma nova fintech de consórcios, que será construída com inteligência artificial em todos os processos. O programa, batizado de 5 Sócios, foi apresentado por Marcelo ao Inovação & Negócios, da Record News, nesta quinta-feira (22).
Segundo o site do programa, as inscrições vão de 8 de outubro a 10 de novembro, em cinco áreas: engenharia de software com IA (vibe coding), UX/UI e aplicativos, agentes e automação, growth e marketing e um perfil de construtor generalista de IA. O funil corta para 100 candidatos em 15 de novembro, 50 em 25 de novembro, 30 em 30 de novembro e 15 em 10 de dezembro, com entrevistas e desafio individual com os fundadores. Os cinco sócios serão anunciados em 20 de dezembro.
Os escolhidos não precisam entrar com dinheiro. Segundo Marcelo, terão participação acionária na empresa, remuneração mensal e benefícios; o site fala em salário CLT mais stock options. A proposta é montar uma operação enxuta, com custo menor e eficiência maior, para oferecer taxas mais baixas aos clientes de consórcio.
“A gente quer dar oportunidade para profissionais do mercado ou até empreendedores. Pessoas que já construíram uma startup e não deu certo, pessoas que estão em alguma operação sozinhos ali tentando empreender”, disse Marcelo.
“A gente quer dar oportunidade para profissionais do mercado ou até empreendedores. Pessoas que já construíram uma startup e não deu certo.”
Marcelo Kogut, cofundador do Mycon, à Record News
A nova empreitada repete um caminho que os irmãos já fizeram. Em entrevista ao mesmo programa na quarta-feira (21), Marcelo contou que os dois investiram as próprias economias para criar o Mycon depois de encerrar uma parceria de 15 anos com a Embracon. O projeto começou em 2017 e só foi lançado em 2020, em plena pandemia: sem licença própria e sem conseguir captar com fundos, eles bancaram um time de 40 pessoas por mais de um ano até que uma administradora de consórcios do Espírito Santo, já autorizada a operar, entrou como sócia. Segundo o site do Mycon, a operação é da capixaba Coimex Consórcios.
“A gente ficou bancando um time de 40 pessoas durante mais de um ano para continuar desenvolvendo o que a gente tinha”, afirmou. Segundo o site do 5 Sócios, o Mycon usava IA para atender e vender consórcios e os irmãos fizeram um exit depois de um crescimento acelerado; o valor não foi informado. Os dois deixaram os cargos executivos no Mycon em dezembro de 2022, segundo o perfil de Marcio no LinkedIn.
Por que importa. Consórcio é um negócio de taxa de administração cobrada por anos, sem o banco emprestar o próprio dinheiro, e ainda é vendido do jeito antigo, por corretor e telefone. Quem montar a operação inteira com IA, da venda ao atendimento, consegue cobrar menos que os grandes e ainda ter margem; e a licença pode vir de uma administradora já autorizada, como fez o Mycon.
Fonte: Record News (R7). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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