LemFi, que movimenta US$ 2 bilhões por mês, zera tarifa do Pix para brasileiros no exterior
Fintech de remessas para imigrantes reconstrói o app com poupança e crédito no Reino Unido e eSIM em mais de 150 países, num mercado global de US$ 905 bilhões por ano

Foto: Divulgação/LemFi (Ridwan Olalere e Rian Cochran, cofundadores)
A LemFi, fintech de transferências internacionais voltada a imigrantes, passou a permitir que brasileiros que vivem fora do país enviem dinheiro ao Brasil por Pix sem tarifa de transferência. A novidade faz parte da maior expansão de produtos da empresa, divulgada nesta quinta-feira (22), que reconstruiu o aplicativo do zero.
Antes de confirmar o envio, o usuário vê a taxa de câmbio e o valor final que vai cair na conta do destinatário. A disponibilidade e os meios de pagamento variam conforme o país de origem do remetente e as regras locais.
O app passa a reunir também uma conta de poupança e uma linha de crédito rotativo para clientes elegíveis no Reino Unido, além de pacotes de internet móvel por eSIM em mais de 150 países. A conta LemFi Instant Access Savings abre com depósito de 1 libra e paga 5% ao ano nos seis primeiros meses; depois, a taxa passa a acompanhar os juros do Banco da Inglaterra. Os depósitos ficam no ClearBank.
O crédito é oferecido pela LemFi Credit em parceria com a Pillar, empresa regulada pela autoridade financeira britânica (FCA) que a LemFi comprou em 2025. A linha pode ser usada por um cartão virtual no Apple Pay e no Google Pay. Poupança e crédito não estão disponíveis para quem mora no Brasil.
“Cada vez mais, brasileiros no exterior estão construindo vidas em dois lugares simultaneamente”
Isa Testa, responsável pela área de América Latina da LemFi
A LemFi processa mais de US$ 2 bilhões por mês para mais de 2 milhões de clientes e já captou mais de US$ 85 milhões com Highland Europe, Left Lane Capital e Y Combinator, entre outros. A empresa cita 304 milhões de pessoas vivendo fora do país natal, que movimentam cerca de US$ 905 bilhões por ano em remessas.
“Cada vez mais, brasileiros no exterior estão construindo vidas em dois lugares simultaneamente. Eles vivem fora enquanto ajudam a construir uma vida para amigos e familiares que ficaram aqui”, disse a brasileira Isa Testa, responsável pela área de América Latina da LemFi.
Para Ridwan Olalere, CEO e cofundador da LemFi ao lado de Rian Cochran, a transferência foi só o começo. “Começamos porque enviar era um problema. Aprendemos que o desafio difícil começa depois da transferência”, afirmou.
Por que importa. Remessa é a porta de entrada, mas o dinheiro está no que vem depois: quem já atende o imigrante na transferência consegue vender conta, poupança, crédito e até chip de celular para o mesmo cliente. Com o Pix como ponta de chegada barata no Brasil, a fintech brasileira que montar produtos para a família que recebe a remessa, ou para o brasileiro em Portugal e nos Estados Unidos, disputa um mercado de US$ 905 bilhões por ano.
Fonte: g1 (especial publicitário LemFi) e Empreendência. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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