Falhas em pagamentos custam até US$ 5 milhões por ano a três em cada quatro instituições financeiras, diz LexisNexis
Estudo com 150 executivos mostra que dado errado do beneficiário causa 21% das falhas e que só 2% dos bancos processam quase 100% dos pagamentos internacionais sem intervenção manual

Três em cada quatro instituições financeiras perdem até US$ 5 milhões por ano em receita de clientes por causa de pagamentos que falham, segundo o estudo True Impact of Failed Payments 2026, da LexisNexis Risk Solutions, divulgado pela Capital Aberto nesta sexta-feira (9). A pesquisa ouviu 150 executivos de pagamentos de instituições da América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.
O levantamento mostra que 37% das instituições gastam mais de US$ 20 com cada pagamento malsucedido ou atrasado, mas cobram normalmente entre US$ 11 e US$ 15 de tarifa por transação que falha, sem recuperar o prejuízo. A maior parte das falhas vem de problema básico de dado: informação errada do beneficiário responde por 21% dos casos, e número de conta e dados bancários incorretos, por cerca de 15% cada.
O processamento direto, sem intervenção manual (STP, na sigla em inglês), ainda é raro. Só 2% das instituições dizem chegar perto de 100% de STP em pagamentos internacionais, e apenas 9% passam de 95%. Um em cada dez pagamentos internacionais falha na primeira tentativa. Numa instituição típica do estudo, com 10 mil pagamentos internacionais por dia, uma taxa de 95% deixa 500 operações para correção manual diária, a um custo médio de US$ 12,10 cada, o que soma cerca de US$ 2,2 milhões por ano.
O efeito chega ao cliente: um terço das instituições perde entre 2% e 5% da base por causa de pagamentos que falham, e 90% dizem que taxas altas de STP ajudam a reter clientes. Entre as que adotaram ferramentas de validação de dados de pagamento, duas em cada cinco relatam ganho superior a 25% no STP.
“O lado positivo é que muitos deles podem ser evitados. Melhores dados, validação e screening podem ajudar a identificar problemas mais cedo, durante a iniciação do pagamento”
Vijay Nagarajan, diretor de eficiência de pagamentos da LexisNexis Risk Solutions
Por região, a Europa lidera: 92% das instituições relatam taxa de falha ou atraso abaixo de 5%, seguida pela Ásia-Pacífico (77%) e pela América do Norte (69%). Na América Latina, só 26% chegam a esse patamar. Para Robin LoGiudice, consultor estratégico da Datos Insights, muitas falhas estão ligadas a problemas identificáveis nos dados de pagamento, e validar essas informações mais cedo reduz falhas e custos.
Por que importa. Cada pagamento que falha custa mais de US$ 20 ao banco e faz o cliente ir embora, e só 26% das instituições da América Latina mantêm as falhas abaixo de 5%. A fintech que vende validação de dados do beneficiário antes do envio, cobrando por consulta, resolve uma conta que o banco já sabe que perde todo ano.
Fonte: Capital Aberto. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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