Marqeta, que processou quase US$ 400 bilhões em 2025, leva cartão lastreado em stablecoin a empresas com a Coinbase
Plataforma de emissão de cartões listada na Nasdaq cuida da emissão, do processamento e da relação com bancos e bandeiras; a Coinbase faz a custódia, a conversão para moeda local e a liquidação na Base

Cartão de pagamento por aproximação aberto, com a antena à mostra. AmarinderBrar/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Marqeta, plataforma americana de emissão e processamento de cartões listada na Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira (16) a ampliação da parceria com a Coinbase para que seus clientes corporativos ofereçam cartões lastreados em stablecoins. Com o cartão, o usuário gasta o saldo em stablecoin em qualquer estabelecimento que aceite cartão, e o lojista recebe uma transação comum.
Na divisão de tarefas, a Coinbase faz a custódia dos saldos em stablecoin e a conversão entre ativo digital e moeda tradicional, e a liquidação acontece na Base, a blockchain da própria Coinbase. A Marqeta cuida da emissão dos cartões, do processamento dos pagamentos e da relação com bancos e bandeiras. As empresas poderão abastecer os programas de cartão 24 horas por dia, sete dias por semana.
A relação entre as duas não é nova: a Marqeta já emite os cartões lastreados em cripto da Coinbase, cujo cartão de débito foi lançado nos Estados Unidos em 2020. Segundo a Marqeta, a plataforma processou quase US$ 400 bilhões em volume de pagamentos em 2025 e tem certificação para operar em mais de 40 países. As empresas não divulgaram números de volume ou receita ligados ao acordo.
“Expandir a relação com a Coinbase foi um passo natural”, disse Anthony Peculic, diretor de estratégia da Marqeta, no comunicado, ao descrever a montagem da estrutura completa para cartões lastreados em stablecoin. Alec Lovett, chefe de produtos de infraestrutura da Coinbase, afirmou que a parceria combina os meios de pagamento em stablecoin da empresa com a capacidade de emissão e processamento da Marqeta para entregar transações globais em tempo real.
“Expandir a relação com a Coinbase foi um passo natural”
Anthony Peculic, diretor de estratégia da Marqeta, em comunicado
O público-alvo são tanto empresas nativas de cripto, que já guardam ativos digitais, quanto empresas tradicionais que querem integrar esses ativos às operações de pagamento em moeda comum. A Marqeta é comandada pelo CEO Mike Milotich, e a Coinbase, listada na Nasdaq, pelo cofundador e CEO Brian Armstrong.
Por que importa. quem emite cartão ganha em cada compra, e agora o saldo por trás do cartão pode ser stablecoin. A Marqeta e a Coinbase mostram que o negócio está em juntar a camada de emissão com a de custódia e conversão. No Brasil, onde a emissão de cartão por API já é madura, a fintech que oferecer cartão pré-pago lastreado em stablecoin para exportadores, freelancers e empresas com receita em dólar tem um nicho de intercâmbio e spread de conversão praticamente vazio.
Fonte: Marqeta (comunicado). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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