MedFlow projeta R$ 200 milhões em antecipação de recebíveis a médicos em 2027, dez vezes a meta de 2026
Fintech criada em 2025 paga plantões, atendimentos e cirurgias na hora e cobra do hospital depois; meta deste ano é de R$ 20 milhões

Rafael Coelho, CEO e fundador da MedFlow. Foto: Reprodução/Instagram @rafaelcoelho97
A MedFlow, fintech brasileira de antecipação de recebíveis médicos, projeta originar R$ 200 milhões em crédito a profissionais de saúde em 2027. O volume é dez vezes os R$ 20 milhões que a empresa projeta para 2026, segundo informações publicadas nesta terça-feira (20) pelo portal Let's Money.
A empresa paga o médico logo depois de plantões, atendimentos e cirurgias. O hospital, que costuma levar meses para quitar os honorários (em alguns casos, mais de 100 dias), paga depois à MedFlow, em prazos mais flexíveis. Tudo passa por um aplicativo: hospitais e gestores de saúde se credenciam, e os profissionais dessas instituições se cadastram para pedir a antecipação.
Criada em São Paulo em 2025 e credenciada pelo Banco Central, segundo a própria empresa, a MedFlow atua em ao menos cinco estados. Além da capital, do interior e do litoral paulista, tem hospitais e unidades parceiras em Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Paraíba e Mato Grosso. A empresa atribui o salto previsto à expansão da rede de parceiros e à ampliação dos tipos de recebíveis antecipados: começou com plantões, incluiu atendimentos e procedimentos cirúrgicos e passou a oferecer também serviços de contabilidade aos médicos.
“Começamos resolvendo uma dor muito clara do médico que esperava meses para receber por um plantão. À medida que crescemos, percebemos que o problema é muito maior: existe um enorme volume de capital preso entre o serviço realizado e o pagamento efetivo ao profissional”, afirmou o CEO, Rafael Coelho. “Nossa meta de R$ 200 milhões não representa apenas crescimento de volume. Ela mostra que estamos deixando de resolver uma dor pontual para construir uma infraestrutura financeira para o trabalho médico no Brasil.”
“Existe um enorme volume de capital preso entre o serviço realizado e o pagamento efetivo ao profissional.”
Rafael Coelho, CEO da MedFlow
Para os hospitais, a antecipação virou ferramenta de atração e retenção de profissionais, sem mudar o ciclo financeiro das instituições. Os dois números divulgados, de 2026 e de 2027, são projeções da empresa. Outras fintechs disputam o financeiro de profissionais de saúde, como a DentalCred e a Capim, no setor odontológico.
Por que importa. Médico que espera 100 dias por um plantão é cliente que aceita pagar pela antecipação, e o risco fica no hospital, não no profissional. Escolher uma categoria com recebível certo e demora longa, credenciar quem paga e oferecer o adiantamento num app é um modelo de crédito que dá para replicar em outras profissões.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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