J.P. Morgan Payments leva conta bancária e repasse a vendedores dos EUA no Mercado Livre em 6 países
Empresas americanas do programa Global Selling abrem conta no banco sem sair do marketplace e recebem o dinheiro das vendas na América Latina via ACH; cadastro já passou por piloto

Centro de distribuição do Mercado Livre em Cajamar (SP). Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O Mercado Livre escolheu o J.P. Morgan Payments, braço de pagamentos do banco americano, para oferecer conta bancária e repasse do dinheiro das vendas a empresas elegíveis dos Estados Unidos que vendem pela plataforma em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, México, Chile, Colômbia e Uruguai. O acordo foi divulgado em comunicado do J.P. Morgan e noticiado pelo Let's Money nesta sexta-feira (16).
O alvo é o vendedor americano do programa Global Selling, que vende para consumidores latino-americanos. Para quem vende a partir do Brasil, o comunicado não traz mudança.
A parceria usa a solução de Embedded Payments do banco, que permite ao marketplace encurtar o cadastro do vendedor nos serviços de depósito do J.P. Morgan sem que ele saia do ambiente do Mercado Livre. Num piloto inicial, a verificação de identidade da pessoa e da empresa (KYC e KYB) foi embutida no fluxo, o que, segundo o comunicado, diminuiu o atrito na abertura e acelerou a ativação das contas.
Na outra ponta, o Mercado Livre usa a capacidade do banco de receber pagamentos internacionais em lote e repassá-los pela ACH (Automated Clearing House), a rede de transferências bancárias dos EUA, para levar o valor vendido na América Latina até a conta do vendedor americano.
“Os vendedores do marketplace podem manter toda a experiência dentro da plataforma do Mercado Libre, da abertura de uma conta bancária ao recebimento e à movimentação do dinheiro das vendas.”
Ryan Schmiedl, Global Head of Embedded Finance & Solutions do J.P. Morgan Payments (tradução livre)
“Os vendedores do marketplace podem manter toda a experiência dentro da plataforma do Mercado Libre, da abertura de uma conta bancária ao recebimento e à movimentação do dinheiro das vendas”, disse Ryan Schmiedl, Global Head of Embedded Finance & Solutions do J.P. Morgan Payments, em tradução livre. O comunicado não informa valores, número de vendedores nem prazo para a oferta sair do piloto.
Por que importa. Por que importa: o marketplace não quer ser banco, quer que o vendedor nunca saia da plataforma. Por isso paga a quem embute conta, KYC e repasse no próprio fluxo. Se até o Mercado Livre, dono do Mercado Pago, contrata isso de fora para o vendedor estrangeiro, há espaço para a fintech de BaaS que vender a mesma peça a marketplaces e plataformas menores, cobrando por conta aberta e por repasse.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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