Neonomics, infraestrutura de open banking com 3.500 bancos, recebe US$ 4 milhões dos sócios após cortar quase 50% dos custos
Empresa de Oslo conecta negócios a bancos de 30 mercados europeus e diz ter elevado em mais de 60% a conquista de clientes novos em 2026

Alfonso Muñoz, CEO da Neonomics. Divulgação/Neonomics
A norueguesa Neonomics, empresa de infraestrutura de open banking que conecta negócios a bancos europeus para ler dados financeiros e iniciar pagamentos, recebeu US$ 4 milhões de quem já era acionista. O aporte foi divulgado nesta quinta-feira (15) e chega depois de uma reestruturação que reduziu em quase 50% a base de custos operacionais da companhia.
Fundada em Oslo em 2017, a Neonomics tem licença da autoridade de supervisão financeira da Noruega e, pelo passaporte regulatório, opera em toda a União Europeia. Segundo descrição institucional publicada pela empresa em fevereiro, sua rede de APIs baseada na PSD2, a diretiva europeia de serviços de pagamento, alcança mais de 3.500 bancos em 30 mercados.
O dinheiro veio só da base atual de sócios, e a avaliação de mercado não foi divulgada. Pela conta da própria Neonomics, a reestruturação preservou a carteira existente e a qualidade do serviço, enquanto a aquisição de clientes novos subiu mais de 60% desde o início de 2026.
A demanda, segundo a empresa, aparece tanto em pagamentos quanto em dados financeiros. Os segmentos de maior potencial incluem serviços financeiros ao consumidor, finanças pessoais, contabilidade e sistemas de gestão empresarial (ERP). O aporte deve ajudar a ganhar escala nesses nichos.
“Fornecer acesso a dados financeiros é só o ponto de partida. O valor real está em transformar esses dados em inteligência que melhora produtos financeiros, fluxos de trabalho e decisões”
Alfonso Muñoz, CEO da Neonomics
A troca no comando aconteceu em fevereiro: Alfonso Muñoz, então diretor financeiro, assumiu como CEO interino em 5 de fevereiro de 2026 e já aparece como CEO no comunicado do aporte. “Fortalecemos a Neonomics de forma fundamental, criando um negócio mais focado e eficiente, com uma direção clara de crescimento”, disse Muñoz.
Além dos pagamentos, a empresa quer avançar na cadeia de valor, ajudando clientes a estruturar, enriquecer e interpretar os dados financeiros que já consegue acessar.
Por que importa. Ter acesso a dados bancários está virando commodity; o dinheiro está em transformar esses dados em produto. No Brasil, com o Open Finance já conectando dezenas de milhões de contas, a fintech que usar esses dados para dar crédito, conciliar e cobrar melhor cobra por cada decisão que ajuda a tomar.
Fonte: Let's Money e comunicado da Neonomics. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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