Nu México estreia como banco com inadimplência de 6,79%, abaixo de Openbank, Ualá e Plata, e lucro de 399 milhões de pesos no mês
Primeiros números da filial do Nubank na CNBV mostram 112,6 bilhões de pesos em ativos e 33 bilhões em crédito ao consumo; Estephany Paulette Ley assume como diretora-geral em novembro

Divulgação/Nu México
O Nu México, filial mexicana do Nubank, apareceu pela primeira vez nas estatísticas da Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) como banco com um índice de inadimplência (IMOR) de 6,79%, o menor entre os neobancos do país. Os dados, com corte em agosto, foram publicados pela revista mexicana Expansión nesta sexta-feira (16).
Entre os concorrentes digitais, o Openbank registrou inadimplência de 11,49%, a Ualá ficou em 10,63% e a Plata, em 6,98%. Por produto, o índice do Nu México chegou a 8,37% nos empréstimos pessoais e a 6,46% no cartão de crédito.
O banco reportou 112,638 bilhões de pesos em ativos, o equivalente a 0,68% do sistema bancário mexicano, e 100,259 bilhões de pesos em passivos. A carteira de crédito ao consumo somou 32,966 bilhões de pesos, sendo 27,497 bilhões em cartões de crédito e 5,473 bilhões em empréstimos pessoais.
Em agosto, o Nu México teve lucro de 399 milhões de pesos, ou 0,20% dos 195,157 bilhões de pesos que o sistema bancário ganhou no mês. A filial começou a operar como banco em 6 de agosto de 2026.
“Com Estephany à frente do Nu México e Rodrigo como presidente do Conselho de Administração, estamos fortalecendo tanto nossa gestão diária quanto nossa supervisão estratégica e nosso relacionamento institucional no país”
Livia Chanes, CEO do Nubank para a América Latina, em comunicado citado pela Expansión
Para a nova fase, o Nubank mudou o comando da operação. Estephany Paulette Ley será a nova diretora-geral do Nu México a partir de novembro, no lugar de Armando Herrera, que passa a assessor sênior da CEO e apoia a transição até janeiro de 2027. Rodrigo Kuri assumiu a presidência do Conselho de Administração da filial.
Segundo a CNBV, os mais de 50 bancos do México lucraram 195,292 bilhões de pesos entre janeiro e agosto de 2026, queda real de 13% em um ano, com ativos de 16,4 trilhões de pesos e carteira de crédito de 8,56 trilhões.
Por que importa. Cartão e empréstimo pessoal para quem o banco tradicional atende mal dão lucro já no primeiro mês de licença, desde que o risco seja bem medido. Inadimplência menor que a dos concorrentes é o que transforma crédito ao consumo em margem, e a fintech que domina modelo de risco tem esse mercado aberto em toda a América Latina.
Fonte: Expansión. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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