Nubank aposta em cultura com Arte Lab de 2.700 m², Cine Copan e arena do Palmeiras para prender 112 milhões de clientes
Banco não revela quanto gasta; especialistas dizem que o retorno vem da fidelidade, com descontos de até 50% para clientes nos espaços

Nubank Arte Lab, na Avenida Paulista. Foto: Divulgação/Nubank (Studio Lopes)
O Nubank, que chegou a mais de 112 milhões de clientes no Brasil pelo aplicativo, passou a ocupar espaços físicos de cultura e entretenimento em São Paulo. Reportagem do Finsiders Brasil publicada nesta sexta-feira (16) reúne as frentes: o Nubank Arte Lab, na Avenida Paulista, o Nu Cine Copan, no centro, a arena do Palmeiras rebatizada de Nubank Parque e o festival Open Air Brasil, no Jockey Club.
O Arte Lab abriu em 15 de agosto no Conjunto Nacional, com 2.700 metros quadrados, duas salas imersivas, sala de exposições e oficinas, loja e restaurante. A mostra de estreia, O Brasil de Tarsila, fica em cartaz até 31 de outubro, com ingressos de R$ 80 a R$ 100, e clientes do banco pagam 35% a menos. A Motorola é a patrocinadora principal do espaço, e a exposição recebeu recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O Cine Copan, fechado havia quase quatro décadas, teve a reforma patrocinada pelo banco em parceria com a Viva do Brasil. A obra deve terminar em junho de 2027; a sala terá cerca de 440 lugares e tela de 17 metros, e os clientes deverão pagar metade do preço. No Open Air Brasil, que vai até domingo (18), clientes compram antes e pagam 20% a menos sobre os R$ 90 da sessão.
Na arena, o acordo de naming rights foi fechado em abril com a WTorre. O nome Nubank Parque venceu uma votação com quase 500 mil participantes, com 47,5% dos votos. O banco não divulga valores; o ge estimou o contrato em US$ 10 milhões por ano, até 2044. Nem o Nubank nem a WTorre confirmaram.
“Ninguém vai a um cinema ou a um jogo pensando em contratar crédito, mas essas experiências podem aumentar a proximidade com o cliente e, no longo prazo, fazer com que ele concentre mais da vida financeira no Nubank”
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, ao Finsiders Brasil
Para os especialistas ouvidos pelo Finsiders, o objetivo não é a venda imediata. “Existe uma diferença importante entre abrir uma agência e ocupar um espaço cultural”, disse Milene Dellatore, sócia diretora do Grupo Mide. Vinny Oliveira, sócio da OWN Media, sugere medir se o custo de aquisição de clientes (CAC) cai entre os públicos mais expostos às iniciativas. Wanderley Gonçalves, planejador financeiro, vê nas ações de lifestyle uma forma de atrair clientes de maior valor num mercado paulistano muito disputado.
Por que importa. Quando o cliente já tem a conta, o dinheiro está em fazer ele usar mais cartão, crédito e investimento no mesmo app. Benefício exclusivo em experiência, como desconto em ingresso, é um jeito barato de fidelizar, e fintechs menores podem fazer o mesmo em parceria com eventos e marcas do seu nicho.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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