Oliveira Trust põe para rodar o FIDC TAPSO IV, que estreia com R$ 5 bilhões de patrimônio
Fundo começou a operar em agosto com R$ 4,99 bilhões e chegou a R$ 5,04 bilhões em setembro; leva o nome do FIDC Tapso, que já foi o maior da indústria com recebíveis de cartão do Grupo Stone

Avenida Faria Lima, em São Paulo. Foto: Mauro Cateb/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
O TAPSO IV, fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) administrado pela Oliveira Trust DTVM e gerido pela Oliveira Trust Servicer, começou a operar em agosto de 2026 com patrimônio líquido (PL) de R$ 4,99 bilhões, segundo levantamento da Uqbar publicado nesta quinta-feira (22). Em setembro, o PL do fundo chegou a R$ 5,04 bilhões.
O fundo foi constituído como condomínio fechado e tem prazo de duração indeterminado. Pelos dados do cadastro da CVM, o registro saiu em 11 de agosto e as operações começaram no dia 20 do mesmo mês. O TAPSO IV tem duas classes de cotas, sênior e subordinada, e só dois cotistas.
Com R$ 5 bilhões já no primeiro mês, o fundo nasce entre os grandes do mercado: a média dos FIDCs ativos é de R$ 261,72 milhões de PL, segundo o portal fidcs.com.br, que compila os informes da CVM. A Uqbar não divulgou, no trecho aberto do levantamento, quem cede os recebíveis do novo fundo.
O nome repete o do FIDC Tapso, também administrado e gerido pela Oliveira Trust. Em dezembro de 2024, ele liderava o ranking de patrimônio da indústria, com R$ 32,45 bilhões, segundo a Uqbar. Naquele fundo, as devedoras eram empresas do Grupo Stone, e os direitos creditórios vinham de transações com cartão de crédito.
“”
A Oliveira Trust Servicer, gestora do TAPSO IV, tem 209 FIDCs sob gestão, que somam R$ 81,61 bilhões, e a Oliveira Trust DTVM aparece como administradora de 599 fundos de direitos creditórios, de acordo com o fidcs.com.br.
Por que importa. um FIDC que nasce com R$ 5 bilhões mostra o tamanho do dinheiro que procura recebível bom para comprar. Toda adquirente, subcredenciadora ou fintech de crédito que gera recebíveis com histórico limpo pode vendê-los a um fundo e girar o caixa sem depender de banco, e quem organiza, administra e cobra essas carteiras ganha taxa sobre cada bilhão que passa.
Fonte: Uqbar e fidcs.com.br (dados da CVM). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Debêntures
Casas Bahia é acusada pela Oliveira Trust de tirar R$ 75,1 milhões da conta Pix que garantia debêntures, logo depois de pedir recuperação judicial
Agente fiduciário diz que o dinheiro saiu entre 17 e 24 de agosto e que as entradas via Pix na conta vinculada caíram 99,3%; Justiça deu cinco dias para a varejista se manifestar

- PAGAMENTOS
Imply, de Tironi Paz Ortiz, lança o ElevenTickets Pay e leva o pagamento com o rosto a estádios e festivais, em uma base de 65 milhões de ingressos
Empresa gaúcha liga a biometria facial ao cartão de crédito tokenizado do torcedor: o leitor reconhece o rosto, debita o cartão e libera a compra no bar do evento, sem cartão, celular ou senha

- CRÉDITO PRIVADO
Euro17, dona da Euro Securitizadora, pede recuperação judicial com dívida de R$ 1,72 bilhão e 5.034 credores
Grupo da Faria Lima financiou crédito pessoal a 18% ao mês com R$ 1,28 bilhão em debêntures privadas vendidas a cerca de 4 mil pessoas físicas, sem FIDC e sem agente fiduciário

- CRIPTO
Brasil Bitcoin: TJSP manda sócios devolverem site, chave Pix e depósitos em 48 horas, com multa de R$ 100 mil por dia
Desembargador suspende a migração da corretora para a Brasil 8, atende ao cofundador com 40% e manda pedir a licença do BC em nome da empresa original até 30 de outubro

