Certificado de Recebíveis lidera com 62,9 mil buscas por mês e supera CRA, CRI e FIDC, mostra estudo da Opea
Levantamento da securitizadora com dados do Google Brasil de outubro de 2025 a agosto de 2026 põe CRA em segundo (37,9 mil) e CRI em terceiro (23,1 mil)

Reprodução/Opea
A Opea, hub de crédito estruturado especializado em securitização, gestão de fundos e serviços financeiros, divulgou nesta terça-feira (20) um estudo sobre os termos de securitização que os brasileiros mais procuram no Google. A empresa é comandada pela CEO Flavia Palacios. O levantamento usou o volume médio mensal de buscas no Google Brasil entre outubro de 2025 e agosto de 2026, a partir de uma lista fixa de termos desse mercado.
O Certificado de Recebíveis (CR) lidera, com 62.955 buscas médias por mês. Em seguida vêm o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), com 37.955, e o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), com 23.091. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) soma 12.591 pesquisas pela sigla e outras 5.709 pelo nome completo.
Segundo a Opea, a diferença mostra que o termo genérico “Certificado de Recebíveis”, usado para títulos lastreados em direitos creditórios de qualquer setor, concentra mais consultas do que as denominações específicas. CRA e CRI aparecem ligados ao financiamento do agronegócio e do setor imobiliário, respectivamente. No caso dos FIDCs, a distância entre a sigla e o nome completo indica que as duas formas de busca precisam ser lidas separadamente.
O estudo lembra que, numa securitização, a empresa cede a uma companhia securitizadora a carteira de direitos creditórios que vai receber no futuro; a securitizadora estrutura a emissão de títulos lastreados nesses créditos e os oferece a investidores do mercado de capitais.
“Para as empresas, esse caminho pode ampliar as alternativas de financiamento e permitir que recebíveis futuros sejam utilizados para obter recursos hoje”
Estudo da Opea sobre crédito estruturado
A Opea cita ainda dado da Anbima segundo o qual os FIDCs captaram R$ 90,8 bilhões em 2025, com destaque entre os instrumentos de financiamento empresarial.
Por que importa. Quase 63 mil buscas por mês só por Certificado de Recebíveis mostram que há empresa e investidor procurando crédito estruturado sem saber por onde começar. Para uma fintech, a receita está em originar e organizar esses recebíveis, de lojistas, do agro ou de contratos, e levá-los a securitizadoras e FIDCs, cobrando pela estruturação e pela gestão da carteira.
Fonte: Correio dos Municípios (assessoria da Opea). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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