Fintech de Passo Fundo com 8 funcionários vai operar a bilheteria da Finalíssima de Futsal da Conmebol e da UEFA
A Orda, spin-off da Alpina Digital, investiu R$ 250 mil no sistema, já vendeu os ingressos da Libertadores de Futsal e prepara uma rodada de investimento até o fim do ano

App da Orda com a venda de ingressos da Finalíssima de Futsal · Orda/Divulgação
A Orda, fintech incubada em Passo Fundo (RS), vai cuidar da bilheteria da Finalíssima de Futsal, torneio da Conmebol e da UEFA que reúne as campeãs sul-americanas e europeias da modalidade, informou a GZH nesta quarta-feira (21). A disputa, com Brasil, Argentina, Espanha e Portugal, acontece de 6 a 8 de novembro na Arena Niterói, no Rio de Janeiro.
A empresa vai gerenciar a venda de ingressos, o aplicativo e o controle de acesso. Um dos destaques é a validação da meia-entrada com ajuda de inteligência artificial, feita no próprio aplicativo no momento da compra. Para o torneio, o sistema foi adaptado para vendas internacionais, com tradução para o espanhol e compra com documentos estrangeiros.
O desenvolvimento começou em janeiro de 2025 e custou R$ 250 mil. A Orda chegou à Finalíssima depois de operar toda a bilheteria da Libertadores de Futsal, em Carlos Barbosa (RS), de 24 a 31 de maio, e se credenciar para as cotações da Conmebol.
A fintech é um spin-off da Alpina Digital, agência de marketing e fábrica de software com 14 anos de mercado, segundo o CEO Fabrício Raimondi. Além do Passo Fundo Futsal, primeiro cliente, atende as equipes de Carlos Barbosa, Jaraguá e Criciúma, tem clientes em vários estados e também vende ingressos fora do esporte, como os do CTG Lalau Miranda na Semana Farroupilha. Com oito funcionários, a Orda planeja abrir uma rodada de investimento ao mercado até o fim do ano.
“Atendíamos vários clientes com dores em comum, normalmente clubes de esporte e sociais. A partir disso, decidimos criar o sistema. Nosso primeiro cliente foi o Passo Fundo Futsal.”
Fabrício Raimondi, CEO da Orda, à GZH
Por que importa. Bilheteria é pagamento disfarçado: quem vende o ingresso fica com o dinheiro do torcedor antes do evento, cobra taxa por transação e conhece o público. A Orda mostra que dá para começar atendendo um nicho que os grandes ignoram, clubes de futsal do interior, gastar R$ 250 mil no produto e chegar a um torneio internacional em menos de dois anos. Toda vertical com venda recorrente e cliente mal atendido tem espaço para uma fintech assim.
Fonte: GZH. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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