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PIX INTERNACIONAL

PagBrasil leva o Pix a 30 mil lojas no Chile em parceria com a Klap, adquirente comprada pelo Itaú

Turista brasileiro paga lendo o QR Code na maquininha, vê o valor em reais e o lojista recebe em pesos; o Chile recebeu 681 mil visitantes do Brasil em 2025

Por Redação Mundo das Fintechs · 23/10/2026 · 3 min de leitura
PagBrasil leva o Pix a 30 mil lojas no Chile em parceria com a Klap, adquirente comprada pelo Itaú

Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil. Foto: Divulgação

A PagBrasil, fintech brasileira de pagamentos que opera o Pix Internacional, fechou parceria com a Klap, adquirente chilena recém-comprada pelo Itaú, para que as maquininhas da empresa aceitem Pix por QR Code no Chile, segundo o Valor Econômico na quinta-feira (22). A Klap tem uma rede de 30 mil estabelecimentos no país.

O pagamento funciona nos mesmos terminais, sem equipamento extra. O lojista digita o valor e escolhe Pix; a maquininha gera um QR Code que o turista lê no aplicativo do próprio banco ou carteira digital brasileira. O preço aparece em pesos chilenos no terminal, o cliente vê o equivalente em reais, com a conversão feita na hora, antes de confirmar, e o comerciante recebe a liquidação em pesos.

Segundo a Klap, é a primeira adquirente do Chile a colocar o Pix direto nas maquininhas e a segunda empresa do país a oferecer o meio de pagamento, depois da Virtual POS, que o lançou no ano passado. A oferta começa por hotéis, restaurantes, varejo, turismo e entretenimento, setores que concentram o fluxo de brasileiros.

A demanda vem do turismo: o Brasil é o segundo maior emissor de visitantes para o Chile, com 681.649 turistas em 2025, segundo o Sernatur, o serviço nacional de turismo chileno, citado pela empresa. “Quando uma pessoa viaja, espera poder pagar com o meio de pagamento que usa normalmente no seu país”, disse Raúl Sapunar, gerente-geral da Klap, em tradução livre.

“O Pix faz parte da vida cotidiana dos brasileiros, então poder usá-lo também no Chile entrega uma experiência mais simples e familiar para os turistas.”

Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, em comunicado da Klap (tradução livre)

“O Pix faz parte da vida cotidiana dos brasileiros, então poder usá-lo também no Chile entrega uma experiência mais simples e familiar para os turistas, com mais transparência sobre o valor da compra na sua moeda”, afirmou Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, no comunicado divulgado pela Klap (tradução livre). Segundo ele, mais de 93% dos adultos brasileiros usam o Pix no dia a dia.

Por que importa. O Pix virou produto de exportação, e quem faz a ponte entre o brasileiro e a maquininha de fora fica com a margem do câmbio e da transação. A PagBrasil não precisou montar rede no Chile: plugou o Pix numa adquirente que já tinha 30 mil lojas. Para uma fintech, conectar o hábito de pagamento de mais de 200 milhões de usuários do Pix às redes de outros países é um negócio que cresce a cada viagem.

Fonte: Valor Econômico, Latam Fintech Hub e comunicado da Klap. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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