PagBrasil leva o Pix a 30 mil lojas no Chile em parceria com a Klap, adquirente comprada pelo Itaú
Turista brasileiro paga lendo o QR Code na maquininha, vê o valor em reais e o lojista recebe em pesos; o Chile recebeu 681 mil visitantes do Brasil em 2025

Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil. Foto: Divulgação
A PagBrasil, fintech brasileira de pagamentos que opera o Pix Internacional, fechou parceria com a Klap, adquirente chilena recém-comprada pelo Itaú, para que as maquininhas da empresa aceitem Pix por QR Code no Chile, segundo o Valor Econômico na quinta-feira (22). A Klap tem uma rede de 30 mil estabelecimentos no país.
O pagamento funciona nos mesmos terminais, sem equipamento extra. O lojista digita o valor e escolhe Pix; a maquininha gera um QR Code que o turista lê no aplicativo do próprio banco ou carteira digital brasileira. O preço aparece em pesos chilenos no terminal, o cliente vê o equivalente em reais, com a conversão feita na hora, antes de confirmar, e o comerciante recebe a liquidação em pesos.
Segundo a Klap, é a primeira adquirente do Chile a colocar o Pix direto nas maquininhas e a segunda empresa do país a oferecer o meio de pagamento, depois da Virtual POS, que o lançou no ano passado. A oferta começa por hotéis, restaurantes, varejo, turismo e entretenimento, setores que concentram o fluxo de brasileiros.
A demanda vem do turismo: o Brasil é o segundo maior emissor de visitantes para o Chile, com 681.649 turistas em 2025, segundo o Sernatur, o serviço nacional de turismo chileno, citado pela empresa. “Quando uma pessoa viaja, espera poder pagar com o meio de pagamento que usa normalmente no seu país”, disse Raúl Sapunar, gerente-geral da Klap, em tradução livre.
“O Pix faz parte da vida cotidiana dos brasileiros, então poder usá-lo também no Chile entrega uma experiência mais simples e familiar para os turistas.”
Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, em comunicado da Klap (tradução livre)
“O Pix faz parte da vida cotidiana dos brasileiros, então poder usá-lo também no Chile entrega uma experiência mais simples e familiar para os turistas, com mais transparência sobre o valor da compra na sua moeda”, afirmou Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, no comunicado divulgado pela Klap (tradução livre). Segundo ele, mais de 93% dos adultos brasileiros usam o Pix no dia a dia.
Por que importa. O Pix virou produto de exportação, e quem faz a ponte entre o brasileiro e a maquininha de fora fica com a margem do câmbio e da transação. A PagBrasil não precisou montar rede no Chile: plugou o Pix numa adquirente que já tinha 30 mil lojas. Para uma fintech, conectar o hábito de pagamento de mais de 200 milhões de usuários do Pix às redes de outros países é um negócio que cresce a cada viagem.
Fonte: Valor Econômico, Latam Fintech Hub e comunicado da Klap. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- PIX AUTOMÁTICO
Adyen leva ao BC propostas para destravar o Pix Automático, que já movimenta R$ 1,68 bilhão por mês
Empresa de pagamentos quer autorizar a recorrência só com a chave Pix do cliente, cobrar sem agendar com dias de antecedência e permitir duas cobranças no mesmo mês

- FIDC
FIDC já responde por 57% do dinheiro captado por startups brasileiras em 2026; em 2021 era 0,7%
Levantamento da Sling Hub mostra que o equity caiu de 96% para 31% do volume; CloudWalk fez cinco FIDCs em três anos e o último, de US$ 1,07 bilhão, é um terço do total do ano

- HISTÓRIA DE FUNDADOR
Jota, de Davi Holanda e na infraestrutura da Celcoin, chega a R$ 600 milhões por mês, mira R$ 1 bilhão até dezembro e prepara Pix Crédito
Fundador da Bankly, que começou como caixa ganhando R$ 490, diz que o agente de IA pelo WhatsApp passou de 400 mil clientes e vai transformar o celular em maquininha; a conta roda sobre a Celcoin

- CONSIGNADO PRIVADO
Conta Cheia, fintech que opera com a BMP, aposta no consignado CLT via RH num mercado em que só 11% de 79,8 milhões de pedidos são aprovados
Fintech curitibana de Gabriel Nasser, que opera com a BMP, leva o Crédito do Trabalhador ao funcionário via RH, sem custo para o empregador; crédito concedido por fintechs cresceu 51% e chegou a R$ 53,8 bilhões em 2025, segundo PwC e ABCD

