Patria compra fatia do prédio-sede do Nubank e passa a deter cerca de 65% do imóvel de 7,9 mil m² em Pinheiros
A compra sai pelo fundo imobiliário Patria Escritórios (HGRE11); o Nubank, único inquilino, tinha opção de compra do prédio e declinou para seguir alugando escritórios

A gestora Patria Investimentos acertou a compra do prédio que abriga a sede principal do Nubank, na esquina da Rua Capote Valente com a Avenida Rebouças, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A negociação foi revelada pela Coluna do Broadcast, do Estadão, nesta quarta-feira (14), com base em fontes. Procuradas, as partes não comentaram.
O edifício, chamado Módulo Rebouças, foi desenvolvido pela construtora Engeform e tem 7,9 mil m² de área privativa. O Nubank é o único inquilino e segue como locatário.
O imóvel é dividido entre vários investidores. O Patria negociou com a Capitânia Investimentos, principal dona, com 52%, e com alguns minoritários. Concluída a transação, a gestora passa a deter cerca de 65% do prédio. A Capitânia havia pago R$ 105 milhões pela sua fatia no ano passado, e a venda faz parte de uma reciclagem de ativos dos seus fundos.
A compra é feita pelo fundo Patria Escritórios (HGRE11), que lançou em setembro a sua décima oferta pública de cotas para captar até R$ 700 milhões. Segundo o prospecto, o dinheiro vai reforçar o caixa para comprar participações em oito prédios corporativos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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Como inquilino, o Nubank tinha opção de compra do prédio, mas declinou. O banco digital preferiu crescer alugando prédios em diferentes regiões: neste semestre, inaugurou escritórios em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Campinas, depois de trocar o trabalho majoritariamente remoto por um modelo híbrido a partir de 2026. Em breve, abre um escritório no edifício Cyrela Corporate, na esquina da Rua Oscar Freire com a Avenida Doutor Arnaldo, onde alugou 17 lajes.
O pano de fundo é o reaquecimento do mercado de escritórios de alto padrão. No eixo da Faria Lima, o aluguel pedido chega a R$ 377 por m² e a vacância é de 8,1%. As regiões da Paulista (5,8%) e de Pinheiros (7,7%) têm as menores taxas de espaços vagos, segundo a coluna.
Por que importa. Por que importa: o Nubank preferiu não imobilizar dinheiro em tijolo e deixou o prédio para um fundo, mantendo o caixa no negócio que rende mais, que é crédito e serviços financeiros. Para uma fintech, a lição é a mesma: capital vai para a operação que gera receita, e a fintech que cresce vira uma inquilina disputada por gestoras, o que mostra quanto o mercado confia na solidez do setor. Para quem quer ter uma fintech, é a oportunidade: o dinheiro está no crédito e nos serviços financeiros, onde a margem é maior, e uma operação que cresce atrai capital de grandes gestoras.
Fonte: Coluna do Broadcast/Estadão. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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