PayJoy, que já emprestou US$ 3,5 bilhões a 20 milhões de clientes, compra ativos da mexicana Finia AI
Fintech americana de crédito para quem não tem histórico leva a tecnologia de análise de risco com IA feita para microempresas no México

Foto: Divulgação/PayJoy
A PayJoy, fintech de São Francisco que dá crédito a consumidores sem acesso a banco em mercados emergentes, anunciou nesta segunda-feira (12) a compra de ativos estratégicos da Finia AI, fintech que desenvolveu análise de risco com inteligência artificial e produtos financeiros para microempresas no México. O valor da transação não foi divulgado.
A PayJoy diz ter financiado mais de US$ 3,5 bilhões em empréstimos a mais de 20 milhões de pessoas em nove países da América Latina, da África e da Ásia. Os produtos incluem o financiamento de smartphones, linhas de crédito e o cartão PayJoy, e a empresa tem mais de 1.000 funcionários. A empresa foi fundada por Doug Ricket, que é o CEO.
A Finia criou formas de medir a capacidade de pagamento de microempresas com poucos dados financeiros e de donos sem histórico de crédito formal, e usou esse modelo para oferecer cartão de crédito e empréstimo parcelado. Segundo o comunicado, atendeu dezenas de milhares de microempresas no México, incluindo negócios informais. Entre os investidores da Finia estão Deciens Capital, Precursor Ventures e Clocktower Technology Ventures, além de fundos e investidores-anjo dos Estados Unidos e do México.
As duas empresas também fecharam uma parceria para que clientes elegíveis da Finia possam pedir empréstimos e outros produtos da PayJoy.
“Dedicamos anos a desenvolver análise de risco com IA e produtos financeiros para atender as microempresas da América Latina que os credores tradicionais costumam deixar de lado”
Uri Pomerantz, fundador e CEO da Finia AI
“Finia desenvolveu uma tecnologia valiosa e um conhecimento profundo que podem ajudar a resolver um dos desafios centrais da inclusão financeira: como avaliar a capacidade de pagamento quando os dados financeiros tradicionais são limitados”, disse José Luis González, diretor de crescimento da PayJoy México. Para Uri Pomerantz, fundador e CEO da Finia AI, o alcance global da PayJoy cria a oportunidade de escalar a tecnologia desenvolvida pela empresa.
Por que importa. Emprestar para quem o banco recusa, como o microempreendedor informal e o cliente sem histórico, é um mercado enorme, e o que separa lucro de calote é o modelo de risco. Uma fintech que acerta essa conta com IA vira ativo disputado: ou cresce emprestando, ou é comprada por quem já tem escala.
Fonte: PR Newswire (comunicado da PayJoy). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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