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Pix por aproximação perde o teto de R$ 500 e passa a seguir o limite definido pelo cliente

Instrução Normativa 746 do Banco Central vale desde 1º de outubro e alcança também pagamentos sem redirecionamento do Open Finance feitos em carteiras digitais

Por Redação Mundo das Fintechs · 12/10/2026 · 3 min de leitura
Pix por aproximação perde o teto de R$ 500 e passa a seguir o limite definido pelo cliente

European Commission/Audiovisual Service (CC BY 4.0)

O Pix por aproximação deixou de ter o teto fixo de R$ 500 por operação. Desde 1º de outubro, os pagamentos feitos encostando o celular ou o relógio na maquininha seguem a mesma lógica do Pix por chave ou QR Code: o próprio cliente pede ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, na ferramenta de gestão de limites que todas as instituições precisam oferecer no aplicativo.

A mudança foi definida pela Instrução Normativa BCB 746, publicada em 17 de junho, que deu às instituições financeiras e de pagamento até 1º de outubro para adaptar sistemas e contratos. A norma também vale para a Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance, em que o pagamento é iniciado dentro do aplicativo do iniciador, como as carteiras digitais compatíveis, sem mandar o usuário para o app do banco.

O teto de R$ 500 tinha sido incluído na regulamentação em junho de 2025 e estava em vigor desde dezembro de 2025, segundo o Let's Money. A modalidade, lançada em 2025, funciona em aparelhos com NFC por meio das carteiras digitais que aderiram ao arranjo, como Google Pay e Samsung Wallet no Android. Em agosto de 2025 eram 594 mil transações; em março de 2026, a marca chegou a 1 milhão.

Para Albert Morales, Payment Lead do Google, o desafio está na primeira etapa. “Uma vez passado esse tranco inicial e a conta já está vinculada, realmente o uso que as pessoas dão da solução é extensiva e passa isso a virar uma solução do dia a dia”, afirmou em entrevista ao podcast Let's Money, em julho de 2025.

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”

Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central

No iPhone, o recurso ainda depende de a Apple permitir que carteiras digitais atuem como iniciadores de transação de pagamento (ITPs). Em junho de 2026, a empresa aceitou, em acordo com o Cade, liberar o Pix por NFC no aparelho, segundo o Let's Money.

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, afirmou Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, quando a norma foi anunciada.

Por que importa. Sem o teto de R$ 500, o Pix por aproximação passa a disputar a compra grande com o cartão, e quem controla a carteira e a iniciação do pagamento fica no meio dessa transação. Para uma fintech, há espaço em ser iniciadora no Open Finance, em vender a jornada de aproximação pronta para bancos e cooperativas pequenas e em antifraude e gestão de limites, que viraram obrigação de toda instituição.

Fonte: Banco Central do Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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