QI Tech monta o banco da Avelloz, que quer financiar 500 motos por mês com FIDC próprio
Fabricante com mais de 460 pontos de venda lança a Avelloz Finance sem licença financeira: a QI Tech opera a esteira de crédito e administra o FIDC do qual a montadora é cotista.

A fabricante de motocicletas Avelloz lançou a Avelloz Finance, operação própria de financiamento das motos vendidas na sua rede de mais de 460 pontos de venda, construída sobre a infraestrutura de crédito automotivo da QI Tech, segundo conteúdo publicado no Brazil Journal nesta sexta-feira (9). A operação é apresentada como o primeiro banco de montadora as a service do Brasil e marca a estreia da Avelloz, fundada em 2008 e quinta marca com mais motos emplacadas no país segundo a Fenabrave, em serviços financeiros.
Pelo portal da Avelloz Finance, lojas e parceiros simulam o financiamento, enviam a proposta e fecham a venda com assinatura eletrônica e verificação facial, com o dinheiro liberado em poucos minutos. Análise de crédito, formalização e liquidação ficam com a QI Tech, sem que a Avelloz precise virar instituição financeira licenciada. A meta é chegar a 500 motos vendidas por mês pela operação.
A QI Tech cuida da esteira completa: originação, motor de crédito com aprovação automática, emissão da CCB (Cédula de Crédito Bancário), constituição de garantia, antifraude, onboarding digital e cessão do crédito a um FIDC estruturado e administrado por ela, do qual a própria Avelloz é cotista. Como a QI Tech é SCD autorizada pelo Banco Central e também tem licença de corretora (CTVM), consegue montar e administrar o fundo. Na prática, a margem de juros que antes ficava com os bancos parceiros passa a ficar com a Avelloz.
“A gente entra com a esteira regulada, com análise, formalização, garantia e liquidação, e a Avelloz mantém o relacionamento com quem está comprando a moto”, disse Pedro Mac Dowell, CEO e fundador da QI Tech. Para ele, a Avelloz é o tipo de operação para a qual a infraestrutura foi pensada: uma empresa que conhece o cliente e a cadeia de vendas, mas não tem licença nem estrutura para operar crédito sozinha.
“Sempre vendemos motos, mas até hoje dependíamos de parceiros para fechar o financiamento e isso, por vezes, significava perder o cliente no meio do caminho”
Jayme Siqueira, CEO da Avelloz
O lançamento acontece no melhor momento da história do mercado de motos. Em 2025 foram emplacadas quase 2,2 milhões de motocicletas novas, recorde e alta de 17,1% sobre 2024. No primeiro semestre de 2026 foram cerca de 1,2 milhão, alta de 14,1%, e a Fenabrave prevê mais de 2,4 milhões até dezembro, puxadas pelo crédito e pelo uso da moto como ferramenta de trabalho de entregadores e motoristas de aplicativo.
A Avelloz também acelera investimentos: lançou nova identidade visual, apresentou o modelo AZ170 Bravo, fechou acordo para produzir 40 mil motos numa nova fábrica em Manaus e investiu R$ 8,3 milhões em estoque de peças e pós-venda. Segundo Siqueira, o objetivo é sair do Nordeste para ganhar mercado no Sul e no Sudeste.
Por que importa. Quem vende a prazo e deixa o financiamento com o banco entrega a margem de juros a ele. Com BaaS e um FIDC como o da QI Tech, qualquer varejista com base de clientes pode virar financeira sem licença, e a fintech que montar essa esteira para nichos como motos, energia solar ou máquinas agrícolas ganha em cada contrato.
Fonte: Brazil Journal (conteúdo de marca da QI Tech). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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